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Legislativas 2019

Como vai o ambiente na Geringonça? Catarina responde a Costa e aconselha-o a ser "humilde"

25 ago, 2019 - 20:02 • Redação com Lusa

Apesar de reconhecer que "não se ganha nada em fazer uma campanha sobre comentários”, a coordenadora do Bloco de Esquerda lembrou o primeiro-ministro que "é bom que tenhamos a humildade de reconhecer o que foi feito em conjunto".
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A coordenadora do BE respondeu este domingo a António Costa, considerando “normal” que em campanha eleitoral os partidos mostrem “as suas diferenças”, mas que seria “bom” o líder socialista ter “a humildade de reconhecer o que foi feito em conjunto”.

“As escolhas ficam com quem as faz em cada momento. Eu acho normal que os partidos nesta altura mostrem as diferenças que têm, mas é bom que também tenhamos a humildade de reconhecer o que foi feito em conjunto – sem apagar as diferenças, claro – e apresentarmos o que queremos para o país”, afirmou Catarina Martins em declarações aos jornalistas à margem de uma visita à 40.ª edição da Agrival – Feira Agrícola do Vale do Sousa, em Penafiel.

Considerando que “cada partido sabe como quer fazer esta campanha e como quer apresentar-se” e que não se ganha “nada em fazer uma campanha sobre comentários”, a líder bloquista defendeu que “os partidos ganham em respeitar-se uns aos outros” e que “o mais importante” e que “conta verdadeiramente para a estabilidade de um país é a estabilidade do salário, da pensão, do acesso à saúde e do que é essencial na vida concreta”. “E toda a gente sabe que o Bloco de Esquerda [BE] nunca faltou às soluções essenciais, concretas, para a vida das pessoas no nosso país”, sustentou, garantindo que o partido “está aqui para esses compromissos claros com as pessoas, como esteve sempre”, sendo “determinado nas suas lutas pela qualidade de vida no país e pelo respeito de quem trabalha”.

Para Catarina Martins, o período de campanha eleitoral para as legislativas de outubro é o “momento de discutir qual é a legislação laboral que vai garantir salários dignos, como é que se respeitam as pensões de quem trabalhou toda uma vida e como é que o Serviço Nacional de Saúde [SNS] é mais forte e garante os cuidados de saúde a toda a população”. “Eu acho que o que é preciso nós debatermos é o que queremos para o país, e o que o país precisa é de um Governo que seja capaz de garantir trabalho digno, salário digno, pensões dignas, de responder pelos trabalhadores por turnos que ainda aguardam uma resposta, de responder pela qualidade do SNS e do acesso à saúde, de responder por uma Segurança Social forte, que respeite quem trabalhou toda uma vida e que não deixe ninguém para trás”, referiu.

Segundo a coordenadora bloquista, o BE “fez o caminho que foi possível fazer até agora, com o resultado das eleições de 2015”: “Nós no Bloco sabemos que o caminho destes quatro anos foi importante, orgulhamo-nos dele e temos a humildade de perceber que ele foi insuficiente e estamos nesta campanha seguramente para falar do nosso programa e das nossas diferenças com os outros partidos, porque uma campanha também é isso”, disse.

Apontando o aumento do emprego, a subida do salário mínimo, o descongelamento das pensões, a reposição dos feriados e a atribuição de manuais escolares gratuitos como algumas das medidas que desde 2015 “melhoraram o país”, Catarina Martins reconheceu que “ainda há muito por fazer” e garantiu que “o Bloco cá está” para o reivindicar.

Questionada pelos jornalistas sobre um eventual futuro entendimento pós-eleitoral com o Partido Socialista, dependendo dos resultados das próximas eleições legislativas, Catarina Martins afirmou apenas que “as pessoas que vão votar é que escolhem”.


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