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Mundo lembra as vítimas da violência religiosa. E são cada vez mais

22 ago, 2019 - 20:28 • Ana Catarina André

A data foi escolhida pelas Nações Unidas, este ano, para chamar a atenção para as perseguições e assassinatos.
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Pela primeira vez, as Nações Unidas assinalam esta quinta-feira o Dia Internacional das Vítimas de Violência Baseada na Religião ou Crença.

“Esta resolução é uma mensagem e um mandato claros – e todos os dias 22 de agosto são um lembrete – de que os atos de violência com base na religião não poderão ser e não serão tolerados pela ONU, pelos Estados-membros e pela sociedade civil”, afirmou Mark Riedemann, director internacional dos Assuntos Públicos e Liberdade Religiosa da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), aquando da aprovação da efeméride, em Maio.

“Até ao momento, a resposta da comunidade internacional pode ser classificada como pouca e demasiado tardia”, considerou o mesmo responsável.

Os estudos sobre liberdade religiosa, divulgados nos últimos meses, apontam para o agravamento da situação.

Segundo Mark Riedemann, esses documentos sublinham “um aumento sem precedentes da violência contra os fiéis de praticamente todas as crenças em todos os continentes, sendo os cristãos aqueles que sofrem maior perseguição”.

Os ataques no domingo de Páscoa, no Sri Lanka, estão entre os mais mortíferos de 2019: mais de 250 pessoas perderam a vida, nesse dia, e mais de 500 ficaram feridas.

De acordo com o relatório da Fundação AIS, divulgado o ano passado, entre junho de 2016 e junho de 2018, 75% das perseguições religiosas foram contra cristãos, e a situação dos grupos religiosos minoritários deteriorou-se em 18 dos 38 países onde há violações significativas da liberdade.

O documento deu ainda conta, pela primeira vez, de discriminação na Rússia e Quirguistão.


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