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Legislativas 2019

PS pede “apoio muito forte dos portugueses” nas eleições

23 ago, 2019 - 15:42 • Liliana Monteiro , Marta Grosso

Carlos César diz que “o pior que poderia acontecer no nosso país seria o Partido Socialista ter uma votação frágil que nos colocasse num impasse semelhante” ao que se vive em Espanha. Mandatário do partido responde também a Rui Rio.
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Não basta ganhar as eleições, é preciso ganhar com apoio forte, diz o mandatário nacional do PS para as próximas legislativas.

Ao início da tarde desta sexta-feira, Carlos César entregou a lista de candidatos pelo círculo eleitoral de Lisboa no Tribunal Cível da capital.

“Precisamos de um apoio muito forte dos portugueses. Não basta ganhar as eleições, é preciso ganhar de forma destacada para garantir a estabilidade política e para garantir este percurso que temos feito, que compatibiliza os progressos sociais, os progressos económicos, o investimento nos serviços públicos com a continuidade de uma boa gestão das nossas contas públicas”, defendeu Carlos César, também presidente do PS.

“Uma das coisas piores que nos poderia acontecer seria inverter este caminho de equilíbrio das nossas finanças públicas e perdermos tudo o que ganhámos durante estes quatro anos”, acrescentou.

Mas que maioria é essa que os socialistas pedem?

“É uma maioria sólida, que permita que este caminho não seja adulterado por exigências excessivas de outros partidos que entendam ir para além do nível de responsabilidade que nós achamos indispensável cultivar na governação do país”, respondeu.

O próximo Governo deve ser estável, defendeu ainda o dirigente socialista.

“Nós não pedimos uma maioria quantificada, pedimos uma maioria clara que permita que o próximo Governo seja um Governo com estabilidade e sentido de responsabilidade, quer na gestão das nossas finanças públicas quer na continuidade dos progressos sociais e económicos que temos feito”, esclareceu.

“O pior que poderia acontecer no nosso país seria o Partido Socialista ter uma votação frágil que nos colocasse num impasse semelhante, por exemplo, àquele que hoje estamos a viver na vizinha Espanha”, exemplificou.

Carlos César aproveitou ainda para responder às críticas de Rui Rio, líder do PSD, sobre a administração pública e a educação.

“O Dr. Rui Rio faz essas acusações exatamente numa semana em que são noticiados valores da dívida pública que são os mais baixos da última década e numa semana onde foi concluído o concurso para a colocação de professores que é classificado por todas as instituições como um êxito, garantindo assim o início atempado e tranquilo do ano letivo, ao contrário do que acontecia”, afirmou.

Na quinta-feira, Rui Rio afirmou que o Governo de António Costa degradou os serviços públicos de “forma brutal” e aumentou os impostos “como nunca”, sendo este caminho “completamente errado”.

“É preciso pensar no que foi este Governo nos últimos quatro anos e no que fez. E este degradou os serviços públicos aos portugueses de uma forma brutal e, ao mesmo tempo, aumentou os impostos como nunca se aumentou em Portugal, a carga fiscal está como nunca esteve ao longo da história toda de Portugal”, disse na entrega das listas pelo círculo eleitoral do Porto às eleições legislativas.

Sobre o estado da educação, o presidente do PSD afirmou que o Governo não fez os concursos para os assistentes operacionais a tempo, o que significa que não vai haver pessoal suficiente para o arranque das aulas.

“Isto é desleixo, degradação e desprezo pelos serviços públicos”, defendeu.

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