Fotogaleria. Amazónia não é o único lugar do mundo a arder

22 ago, 2019 - 20:49 • Joana Gonçalves

O pulmão do planeta perdeu mais de 70 mil hectares este ano, mas não é caso único. A Europa, Ásia e América do Sul foram atingidas por fortes incêndios florestais no mês de agosto.
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A Amazónia está a arder a um ritmo recorde. O fumo escondeu o sol em São Paulo
A Amazónia está a arder a um ritmo recorde. O fumo escondeu o sol em São Paulo

A Amazónia tem sido palco da maior devastação florestal das últimas três décadas. Só este ano já arderam mais de 72 mil hectares de floresta. Desde janeiro, os incêndios florestais no Brasil aumentaram 83% face ao mesmo período de 2018.

Na segunda-feira, a cidade de São Paulo foi coberta por uma forte neblina que tornou o dia em noite. O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, nega a crise climática que atravessa o país e em comunicado sugere que as culpadas desta tragédia são as ONGs.

A indignação pelo que está a acontecer à Amazónia tem inundado as redes sociais, onde foram criadas várias “hashtags”, como #eaamazonia, #saveAmazonia e #PrayforAmazonas.

Porém, o cenário que se vive no Brasil não é caso único. Em julho, a Europa atingiu temperaturas recorde, com máximas a rondar os 40 graus Celcius em França, Alemanha, Holanda, Bélgica, Espanha, Portugal e Inglaterra.

Desde o início do mês de agosto, vários incêndios deflagraram na Europa, América do Sul e Ásia. Na ilha espanhola de Grã Canária cerca de nove mil pessoas tiveram de ser retiradas das suas casas, durante o combate às chamas que consumiram mais de seis mil hectares.

Também na ilha grega de Eubeia um incêndio obrigou à retirada de 500 pessoas e à evacuação de um mosteiro. Enquanto os cientistas alertam para a velocidade recorde com que estão a derreter vários glaciares na Islândia, o país viu-se obrigado a pedir ajuda internacional para combater um fogo que deflagrou na semana passada.

Já no início do mês a Rússia declarou estado de emergência em quatro regiões do leste do país devido ao incêndio florestal de grandes dimensões que atingiu a Sibéria. O Programa Copérnico da União Europeia, que monitoriza a atmosfera, registou, ainda, “mais de 100 incêndios intensos e de longa duração no Círculo Polar Ártico”.

De acordo com um relatório das Nações Unidas, 75% do meio ambiente terrestre "foram severamente prejudicados" pelas atividades humanas – desde desflorestação, a agricultura intensiva, pesca excessiva ou urbanização desenfreada.

Segundo a Plataforma Intergovernamental de Políticas Científicas sobre Biodiversidade e Serviços de Ecossistema (IPBES), da ONU, há um milhão de animais e plantas sob ameaça de extinção no planeta e o ritmo está a acelerar.

A natureza está condenada ao declínio, a menos que os modelos de produção e de consumo sejam alterados, avisa o mesmo documento, da autoria de um grupo de especialistas que traça um futuro sombrio para a espécie humana, dependente da natureza para beber, comer, respirar, aquecer-se e até curar-se.

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