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Trump avisa: "Outra Tiananmen" em Hong Kong prejudicaria acordo

19 ago, 2019 - 06:59

As manifestações em Hong Kong duram há mais de dois meses e a China elevou o tom recentemente, gerando receios de uma repressão sangrenta como a de 1989, na Praça de Tiananmen, em Pequim.
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O Presidente dos Estados Unidos deixou um aviso à China ao afirmar que uma repressão dos protestos em Hong Kong semelhante ao massacre de Tiananmen prejudicaria as negociações sobre um acordo comercial.

"Acho que seria muito difícil chegar a um acordo se houver violência, (...) se for outra Praça Tiananmen", disse Donal Trump aos jornalistas, em Nova Jersey.

"Acho que seria muito difícil se houvesse violência", reforçou o presidente norte-americano.

As manifestações em Hong Kong duram há mais de dois meses e a China elevou o tom recentemente, gerando receios de uma repressão sangrenta como a de 1989, na Praça de Tiananmen, em Pequim.

Donald Trump fez esta declaração no mesmo dia em que o seu principal conselheiro económico, Larry Kudlow, disse que Washington e Pequim estão a tentar ativamente retomar as negociações para acabar com a guerra comercial entre os dois países.

Manifestantes protestaram domingo à frente da sede do parlamento de Hong Kong, após uma marcha que estava proibida pelas autoridades, gritando palavras de ordem e apontando ‘lasers’ à polícia antimotim posicionada no terraço do edifício.

De acordo com o movimento pró-democracia que tem liderado os grandes protestos contra a lei da extradição, desde o início de junho, mais de 1,7 milhões de pessoas participaram no protesto.

Em editorial, o “Global Times”, jornal em inglês do grupo do Diário do Povo, o órgão central do Partido Comunista, advertiu que "Pequim não decidiu ainda intervir pela força para reprimir os protestos em Hong Kong, mas esta opção está claramente em cima da mesa".


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  • J M
    19 ago, 2019 Seixal 14:57
    Onde andam os hipócritas fazedores de opiniões cá do burgo, que passou semanas a fio a criticar o regime venezuelano. Não existem também direitos humanos a defender na China?