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Greve dos motoristas. Trabalhadores vão deixar de cumprir requisição civil e serviços mínimos

14 ago, 2019 - 06:42 • João Cunha com Redação

"Se é para levar os 11 colegas presos, então vão levar todos", argumentou o porta-voz do sindicato, explicando que a decisão é um sinal de solidariedade para com os trabalhadores notificados pelo crime de desobediência.
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O porta-voz do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), Pardal Henriques, anunciou, na manhã desta quarta-feira, que, a partir de agora, os motoristas não vão cumprir os serviços mínimos nem a requisção civil.

"Os motoristas determinaram hoje que não vão sair daqui", declarou Pardal Henriques, em Aveiras de Cima, junto às instalações da CLC, a Companhia Logística de Combustíveis.

"Mesmo serviços mínimos, requisição civil... Não vão fazer absolutamente mais nada", reforçou o porta-voz do SNMMP, explicando que a decisão se prende com o facto de 11 trabalhadores terem sido já notificados pelo crime de desobediência cilvil por não terem respeitado a requisição.

"Se é para levar os 11 colegas presos, então vão levar todos", argumentou, desafiando, de seguida: "Têm é que arranjar autocarros grandes para levar estas pessoas todas."

Pardal Henriques diz, ainda, que os motoristas "estão cansados de ser gozados", criticando o facto de ter sido também posta em causa as condições em que vários motoristas requereram baixa médica.

"O senhor ministro pode mandar o exército, que reforce o exército para fazer os postos, para manter isto como está, continue a gozar com estas pessoas para que elas não possam reivindicar os seus direitos, mas elas não saem daqui nem saem os que estão no Norte, no Alentejo ou no Algerve. Hoje, ninguém vai sair."


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Comentários
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  • Weber
    14 ago, 2019 17:03
    Era para comentar a minha opinião, mas vi os argumentos de alguns, e pelo que vi devem ser associados aos que estão no puleiro a comer a custa do povo.
  • Cidadao
    14 ago, 2019 Lisboa 10:58
    Se os motoristas se deixarem arrastar para isto... Então sim, é claramente uma situação de "nós contra eles". Isto, é praticamente uma declaração de guerra. Se havia hipóteses de entendimento, agora deixou de haver. Neste ponto, não só a Requisição civil deve deixar de ser "parcial" para ser "total" e tem de haver pesadas sanções para os incumpridores. Se não atuam forte e desde já, eles vão ganhar balanço e o governo vai perder o controle. Nas Forças Armadas, de Polícia e não só, todo aquele ou aquela que puder conduzir um camião, deve ser mobilizado para este serviço. Esses, pelo menos, não "fintam" a requisição civil, andando a 40 Km /h, parando vezes sem conta na berma a fazer tempo, dando algumas voltas ao recinto a fazer a parte - espero que o tacómetro esteja a registar tudo. E espera-se procedimentos disciplinares que tardam em aparecer.
  • José
    14 ago, 2019 Senhora da Hora 10:56
    Pardal para a gaiola, já.
  • José Joaquim Cruz Pinto
    14 ago, 2019 Ílhavo 10:33
    E, na minha ignorância, gostava de saber mais duas coisas: (1) se há algum Estado de Direito no planeta Terra em que a instigação a que se cometam, e anúncio público de que serão cometidos, um ou muitos crimes não é crime, e (2) se, em nenhum País, e em nenhuma circunstância, o mesmo não poderá justificar averiguações no âmbito de uma Ordem de Advogadoou instituição equivalente..
  • Petervlg
    14 ago, 2019 Trofa 10:15
    Sr. motoristas já viram o ar de gozo que o Sr. Pardal trata os motoristas
  • RR
    14 ago, 2019 BRAGA 10:08
    Os motoristas sabem que a força deles apenas existe se faltar combustível. Por isso não querem cumprir com os serviços mínimos. O país não pode parar. É preciso que o governo arranje solução.
  • José Joaquim Cruz Pinto
    14 ago, 2019 Ílhavo 09:19
    Agora vamos ficar a saber quem é que manda no País: se a Lei, e os eleitores, ou o Pardal. E é bom que se saiba depressa, para vir a decidir se fico ou para onde vou a seguir.
  • sapo re
    14 ago, 2019 09:14
    Deviam era ser despedidos há outros para fazer esse trabalho.
  • omemvenus universo
    14 ago, 2019 07:29
    Governo ainda não percebeu . Não sabe lidar