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​Motoristas: Sindicato diz que Antram enviou escalas diretamente aos trabalhadores

11 ago, 2019 - 12:05 • Lusa

O Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas justifica a falta da identificação dos trabalhadores para cumprir os serviços mínimos.
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O Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) justifica a falta da identificação dos trabalhadores para cumprir os serviços mínimos com o facto de a Antram estar a enviar as escalas de trabalho diretamente aos profissionais.

Em declarações à agência Lusa, o advogado e porta-voz do Sindicato, Pardal Henriques, disse que a Associação de Transportadores de Mercadorias (Antram) devia ter enviado aos sindicatos antecipadamente a identificação dos serviços normais para que depois pudessem ser fornecidos os trabalhadores que devem cumprir os serviços mínimos decretados pelo Governo.

Segundo Pardal Henriques, a Antram não o fez e optou por enviar as escalas normais de trabalho diretamente para os trabalhadores.

Hoje de manhã, a Antram emitiu um comunicado em que acusa os sindicatos de não cumprirem o prazo de envio dos trabalhadores para as escalas de serviços mínimos, que deve ocorrer até 24 horas antes do início da greve, que começa às 00:01 de segunda-feira.

"Queremos cumprir os serviços mínimos determinados, que são afinal serviços máximos. Os trabalhadores vão fazer essas escalas", afirmou o porta-voz do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas.

Contudo, Pardal Henriques avisa que as empresas estão a enviar aos trabalhadores escalas com 12 ou 14 horas de serviço e garantiu que os motoristas vão apenas cumprir as oito horas de trabalho.

Portugal está até às 23:59 de 21 de agosto em situação de crise energética, decretada pelo Governo devido à greve de motoristas.

Os motoristas reivindicam que a associação patronal Antram cumpra o acordo assinado em maio, que prevê uma progressão salarial.

O Governo decretou serviços mínimos entre 50% e 100%, racionou os abastecimentos de combustíveis e declarou crise energética até às 23h59 de 21 de agosto, o que implica "medidas excecionais" para minimizar os efeitos da paralisação e garantir o abastecimento de serviços essenciais como forças de segurança e emergência médica.


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