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António Costa. "Violação de uma eventual requisição civil durante a greve dos motoristas é crime"

11 ago, 2019 - 14:52 • Redação

Primeiro-ministro diz a patrões e motoristas: "tenham noção do prejuízo brutal que estão a criar"

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O primeiro-ministro apela a um entendimento entre Antram e sindicatos dos motoristas. António Costa avisa que a violação de uma eventual requisição civil durante a greve é um crime de desobediência.

Em declarações aos jornalistas, António Costa espera que as duas partes em conflito tenham a noção do “prejuízo brutal” que estão a causar ao país.

“Porque estamos a falar de um conflito entre privados, é fundamental que as partes cheguem a um acordo. Não chegando a um acordo, tenham a noção do prejuízo brutal que estão a criar ao país e à vida dos portugueses. Têm o dever estrito de, já que fazem o país pagar este preço imenso por este conflito, de assegurar o mínimo que lhes compete assegurar, que são os serviços mínimos”, afirmou o primeiro-ministro.

Se os serviços mínimos da greve, que começa esta segunda-feira, não forem cumpridos o Governo vai avançar para a requisição civil dos motoristas de matérias perigosas e de mercadorias.

António Costa avisa que a violação de uma eventual requisição civil durante a greve é um crime de desobediência.

“A violação de uma eventual declaração de requisição civil não pode passar incólume. A ideia que eu ouço muitas vezes as pessoas dizerem: ‘a requisição civil é decretada, mas isso não tem consequências…’ Tem. A violação da requisição civil constitui um crime de desobediência e foram dadas instruções às forças de segurança para praticarem os atos necessários para, nessa eventualidade, haja efetivamente consequências”, alerta o primeiro-ministro.

António Costa diz que essa é uma “situação extrema”, que é preciso evitar, porque uma escalada de tensão durante a paralisação “só iria agravar problema”.

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  • João Lopes
    11 ago, 2019 15:53
    Concordo com Henrique Monteiro (Expresso Diário 9-08-2019): «não posso de deixar considerar inacreditável, e de uma total falta de sentido democrático, a resposta que o Governo deu ao pré-aviso de greve. Os nossos vigilantes antifascistas e defensores da democracia guardaram o silêncio…Como esta sexta-feira escreveu Ana Sá Lopes no Editorial do “Público” e Helena Garrido já tinha afirmado, se estas medidas tivessem sido tomadas pela direita, estava a esquerda em peso na rua a gritar contra o fascismo. Assim gritam uns poucos…Aqueles que costumam andar de cabeça erguida!»