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Greve dos motoristas

Patrões falam em greve de “má-fé” e acusam sindicatos de não querer cumprir serviços minímos

09 ago, 2019 - 00:43 • Redação com Lusa

Pardal Henriques, advogado do sindicato dos motoristas, afirmou que a Antram tem no sábado a "última oportunidade" para apresentar uma proposta que cancele a greve. Associação de Transportes de Mercadorias considera as declarações do advogado “um exercício de campanha político-partidária”.

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O porta-voz da Associação Nacional de Transportes Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram) acusou esta sexta-feira os sindicatos dos motoristas de se prepararem para não cumprir os serviços mínimos decretados pelo Governo e de insistirem numa greve “de má-fé”. “[Os sindicatos] preparam-se para incumprir os serviços mínimos decretados pelo Governo”, declarou André Matias de Almeida.

De acordo com o porta-voz da Antram, o Governo, que decretou os serviços mínimos e os termos em que estes devem ser prestados, determinou que “os sindicatos têm até 24 horas antes do início da greve para enviar aos empregadores as escalas [identificação dos trabalhadores]” que irão cumprir os serviços referidos. Caso não o façam, “deverão os empregadores determinar os trabalhadores por empresa que irão cumprir os serviços mínimos”, acrescentou o responsável da associação, sublinhando tratar-se do que “se encontra expresso” no despacho.

Para André Matias de Almeida, os sindicatos Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM), que convocaram a greve com início na próxima segunda-feira e por tempo indeterminado, “estão bem conscientes de que é assim que o processo se desenrola”. “Vir hoje [quinta-feira] anunciar que a Antram não entregou até ontem [quarta-feira] qualquer escala de trabalhadores como alegadamente estaria obrigada destina-se tão somente a mais uma vez tentar criar confusão nos portugueses”, mas, sobretudo, “nos seus próprios trabalhadores, para que os serviços mínimos sejam incumpridos”, afirmou o porta-voz.

André Matias de Almeida sustentou que esta postura, somada à conferência de imprensa do advogado do SNMMP, Pedro Pardal Henriques, na quinta-feira, “legitima uma requisição civil preventiva por parte do Governo para salvaguarda de quem, insensível às imagens dos portugueses, insiste numa greve de má-fé”.

Para o porta-voz da Antram, as declarações de Pedro Pardal Henriques são “um exercício de campanha político-partidária”, por parte do representante daquele sindicato, que, “sabe-se hoje [quinta-feira], que é candidato a deputado”.

O responsável da Antram apelou ainda aos dois sindicatos para que “reconheçam o erro”, para que “haja humildade e responsabilidade e jamais deixará de ser garantido que estarão à mesa das negociações olhos nos olhos e não a olhar de baixo para cima”.

Em conferência de imprensa na quinta-feira, Pedro Pardal Henriques disse que os plenários de trabalhadores no sábado, em Aveiras de Cima, distrito de Lisboa, são a "última oportunidade" para a Antram apresentar uma proposta que cancele a greve dos motoristas. Na ocasião, acusou o Governo e a Antram de serem os responsáveis pelas filas de automóveis nos postos de abastecimento.

O Governo decretou serviços mínimos entre 50% e 100% para a greve dos motoristas.

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