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Motoristas. "Há protagonismo excessivo de um senhor e nada justifica uma greve deste tipo"

09 ago, 2019 - 10:41 • Redação

Antigo presidente do Conselho Económico e Social critica na Renascença o que diz ser o caráter desproporcional da paralisação que começa na segunda-feira e apoia a decisão do Governo quanto aos serviços mínimos.

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Os serviços mínimos decretados pelo Governo para a greve dos motoristas de matérias perigosas podem parecer exagerados, mas a greve também o é, defende Silva Peneda.

Em declarações à Renascença, o ex-presidente do Conselho Económico e Social defende que o caráter desproporcional da paralisação acaba por legitimar a decisão do executivo.

“Eu estou de acordo com as medidas tomadas em termos de serviços mínimos, porque se trata de um processo que é exagerado. Quanto a mim, há protagonismo excessivo de um senhor que aparece a dirigir esse sindicato e acho que não há nada que justifique uma atitude deste género para este tipo de greve”, afirma.

“Outro sindicato conseguiu e está a levar a bom porto as suas negociações”, pelo que “este pedido de greve é totalmente desproporcional em relação àquilo que está em jogo”, destaca.

José Silva Peneda dirigiu o Conselho Económico e Social entre 2009 e 2015 e lembra que “se contam pelos dedos os casos em que” os serviços mínimos não foram acordados por consenso.

“Cada uma das partes tinha um árbitro, um representante e as três partes entendiam-se, normalmente chegavam a consenso. Portanto, na maior parte da história do nosso país, os serviços mínimos têm sido sempre consensuais. Este é um caso que sai fora daquilo que era habitual. Acho que houve aqui, da parte sindical, um extremar de posições que não é de todo justificável”, sustenta.

Silva Peneda diz, por isso, confiar na constitucionalidade da decisão do Governo. “É pôr em causa o direito da greve, mas é preciso analisar o contexto em que é decidida e a forma em que é afetado um número elevado de cidadãos e naqueles setores vitais que não podem de maneira nenhuma deixar de ser abastecidos”.

“Não sou jurista nem constitucionalista. Só diria que eu, lá dentro, tomaria a mesma decisão”, remata.

A greve dos motoristas está marcada para segunda-feira e não tem dia para terminar. Os efeitos, esses, já começaram com longas filas de carros em muitos postos de abastecimento, sobretudo na Grande Lisboa e também no Algarve.

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