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Greve dos motoristas

​Agências de Viagens aplaudem serviços mínimos e pedem que sejam “padrão” futuro

09 ago, 2019 - 16:02 • Ana Carrilho

APAVT diz que serviços mínimos decretados pelo Governo vêm “reconhecer que o aeroporto é uma infraestrutura cuja atividade não pode ser afetada”.
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A Associação Portuguesa de Agências de Viagens e Turismo (APAVT) aplaude a definição de serviços mínimos para a greve dos motoristas agendada para 12 de agosto.

Em comunicado, a APAVT considera que a decisão do governo, “ao contrário de outros momentos”, sublinha “a importância do turismo” e “defender os direitos dos portugueses que marcaram e pagaram férias”. A APAVT diz ainda que estes serviços mínimos vêm “reconhecer que o aeroporto é uma infraestrutura cuja atividade não pode ser afetada”.

Na nota de imprensa, a APAVT escreve ainda esperar que este seja um padrão de resposta para o futuro, quando forem decretadas greves que afetem os portugueses e especialmente “a principal atividade económica do país, o turismo”.

A greve dos motoristas está marcada para segunda-feira e não tem dia para terminar. Os efeitos, esses, já começaram com longas filas de carros em muitos postos de abastecimento, sobretudo na Grande Lisboa e também no Algarve.

Os serviços mínimos decretados pelo Governo preveem o abastecimento a 100% infraestruturas vitais, como portos, aeroportos de serviços prioritários, instalações militares, entre outros.


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  • Cidadao
    09 ago, 2019 Lisboa 16:56
    Vamos lá a ter calma! Primordial para o País são todos os sectores desde o Turismo até aos Transportes, Saúde, Segurança, Educação, Energia, etc. Nesta greve, o governo moveu-se nos limites da Lei e ainda resta saber se o fez com legalidade ou não - a providência cautelar pode ter sido rejeitada, mas o Tribunal ainda tem de julgar a causa principal e pode dar ganho de causa aos motoristas. E mesmo que não dê, uma vez esgotadas as instâncias nacionais, aí sim, podem recorrer a Tribunais da UE. Não vai servir de muito, mas é um precedente para inviabilizar futuros serviços mínimos deste calibre. A tornar esta situação de excepção um padrão a seguir, então mais vale remover o Direito à greve do código de trabalho pois aí só serão "permitidas" as greves de 1 dia da CGTP que duram o tempo necessário para o partido aparecer na TV e fazer o seu comiciozinho, que nada ou quase nada tem a ver com defender os trabalhadores. É nessas situações de "nada tenho a perder", que nascem os radicalismos e os verdadeiros problemas.