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Federação de Andebol arquiva inquérito disciplinar à "Operação Cashball"

30 jul, 2019 - 21:19 • Redação

Arquivamento do inquérito disciplinar assente na "ausência de indícios suficientes para determinar o prosseguimento do processo como disciplinar" e impossibilidade de "aceder a elementos protegidos (...) pelo segredo de justiça".
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A Federação Portuguesa de Andebol (FPA) anunciou, esta terça-feira, a decisão de arquivar o processo relativo ao "caso Cashball". A investigação prossegue pela via criminal, a cargo do Ministério Público.

Em comunicado, a FPA informou que "foi realizado um vasto conjunto de diligências probatórias, tendo sido designadamente ouvidas mais de duas dezenas de testemunhas, (...) referenciadas como tendo intervindo mais diretamente nos factos participados". Concluiu-se que não existem "indícios suficientes para determinar o prosseguimento do processo como disciplinar contra qualquer clube ou agente desportivo, com base na prova recolhida".

A FPA acrescenta que não considerou "viável e útil a realização de diligências adicionais de prova, designadamente tendo em conta que não foi possível aceder a elementos protegidos pela garantia constitucional da inviolabilidade das comunicações e pelo segredo de justiça".

No fundo, a FPA não tem indícios suficientes para dar seguimento ao processo, nem tem acesso a mais elementos. Assim, mais vale arquivar o processo de inquérito disciplinar, sem, todavia, prejuízo de reabertura, "caso surjam ou se possa vir a aceder a novos meios de prova".

Apesar deste arquivamento, a FPA constituiu-se assistente no processo judicial pendente no Ministério Público, "que tem por objeto factos que poderão, pelo menos em parte, ser coincidentes com os investigados no âmbito do mencionado processo de inquérito de natureza disciplinar".

A Operação Cashball investiga um caso de alegada corrupção no andebol e no futebol do Sporting. No caso concreto do andebol, o Sporting teria subornado árbitros em vários jogos do campeonato da época 2016/17.


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