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Macau vai acolher seminário destinado a formar missionários para a Ásia

29 jul, 2019 - 17:08

Os alunos do colégio Redemptoris Mater de Macau estudarão Filosofia e Teologia na Universidade de São José, polo da Universidade Católica.
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Macau vai acolher um colégio destinado exclusivamente à formação de missionários para os diversos países da Ásia.

O território, que já pertenceu a Portugal, vê assim reafirmada a sua vocação de centro de evangelização daquele continente.

A notícia foi confirmada esta segunda-feira pelo cardeal Fernando Filoni, da Congregação para a Evangelização dos Povos, que coordena todos os esforços de evangelização católica no mundo, em entrevista à Agência Fides.

Na sua entrevista Filoni sublinha a importância de Macau neste sentido. “Historicamente, Macau tem sido uma ‘porta’ ou uma ponte para a missão da Igreja no Oriente. Nos últimos séculos tem sido um local de atração cultural e religiosa, governado pela coroa portuguesa. A sua importância enquanto centro de evangelização do extremo-oriente é bem conhecida e missionários extraordinários como Matteo Ricci, Alessandro Valignano, Francesco Saverio e muitos outros passaram por esta ‘porta’ para as suas missões na Ásia”.

“Basta dizer que quando foi erigida, em 1576, a diocese de Macau estendia-se, pelo menos no papel e durante algum tempo, até à China, Japão, o atual Vietname e o arquipélago Malaio, como era conhecido. Tornou-se um grande centro de formação e propulsão missionária”, recorda.

Com base neste passado, a Congregação pediu ao bispo de Macau, Stephen Lee Bun Sang se estaria disponível para acolher o colégio, e ele aceitou, explica Filoni.

O Colégio será gerido pelo Movimento Neocatecumenal e os seus alunos frequentarão as cadeiras de Filosofia e Teologia na Universidade de São José, o polo da Universidade Católica Portuguesa em Macau, que é dirigido pelo padre Peter Stilwell, da arquidiocese de Lisboa.

Os alunos do colégio, contudo, não estarão diretamente dependentes do bispo de Macau, mas sim da Congregação e serão mais tarde incardinados em diferentes dioceses asiáticas. A ideia é que aprendam mais a fundo as línguas e culturas dos países para onde serão enviados.

Ao que a Renascença apurou, os primeiros alunos do colégio, em diferentes estágios de formação, chegarão à Universidade de São José já em setembro.


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