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Morreu Jaime Ortega, o cardeal que ressuscitou a Igreja em Cuba

27 jul, 2019 - 12:03 • Filipe d'Avillez

Desempenhou um papel muito importante na melhoria das relações do seu país com o Vaticano e até com os Estados Unidos. Morreu de cancro aos 82 anos.
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Morre na passada sexta-feira o cardeal Jaime Ortega, aos 82 anos.

Jaime Ortega desempenhou um papel muito importante no restabelecimento da vida da Igreja Católica em Cuba, depois de anos de repressão por parte do regime de Fidel Castro e, mais tarde, do seu irmão Raul.

Nomeado em 1981 para chefiar a arquidiocese de Havana, em Cuba, Ortega nunca deixou de luar pelos direitos da Igreja, embora tenha compreendido a importância de tentar fazê-lo em diálogo com o regime e não através da hostilização.

Os seus esforços acabaram por render frutos, e recebeu na capital cubana três papas, São João Paulo II e Bento XVI e mais recentemente Francisco, um feito impressionante, tendo em conta o facto de se tratar de um dos últimos bastiões comunistas no continente americano.

Estas visitas acabaram por abrir as portas a novas liberdades para a Igreja e já com o Papa Francisco, que é também latino-americano, a Igreja acabou mesmo por mediar um histórico acordo entre Cuba e os Estados Unidos. Ortega foi fundamental nesse sentido.

O cardeal acabou por ver aceite a sua resignação aos 79 anos, quatro anos mais tarde do que é normal para bispos, ainda que seja costume alguns arcebispos ficarem no cargo até mais tarde do que os 75. No passado mês de junho o seu sucessor, o arcebispo Juan Garcia, disse que Ortega estava já num estado bastante frágil, sofrendo de cancro.

A sua morte foi anunciada na noite de sexta-feira.


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