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Proteção Civil confirma perda de casas no fogo de Vila de Rei e Mação. "Foi uma tarde extraordinariamente difícil"

21 jul, 2019 - 20:58 • Redação com Lusa

No incêndio de Vila de Rei e Mação estão no terreno 839 operacionais da proteção civil apoiados por 296 viaturas.
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O incêndio de Vila de Rei e Mação já atingiu algumas habitações sem que neste momento haja um número quantificado, segundo a proteção civil. "Há registo de casas atingidas pelas chamas, mas não temos ainda um número fiável", afirmou o comandante do Agrupamento Centro Sul, Belo Costa, na conferência de imprensa às 20h00, para fazer o ponto da situação dos incêndios que desde sábado à tarde atingem os distritos de Castelo Branco e Santarém.

Belo Costa sublinhou que o período da tarde foi especialmente complexo, sobretudo devido às condições meteorológicas, com rotação do vento e aumento significativo da temperatura, o que levou "a dificuldades acrescidas no incêndio" que às 13h00, aquando da conferência de imprensa anterior, estava controlado em 85%. "Por via das projeções passamos a ter ignições em locais onde as forças estavam menos reforçadas. Foi uma tarde extraordinariamente difícil e de extrema propagação do incêndio", sublinhou o comandante, que falava no posto de comando instalado na Sertã, distrito de Castelo Branco.

Belo Costa adiantou ainda que estiveram mobilizados 14 meios aéreos para combater as chamas durante o período de máximo empenhamento e que, neste momento, no incêndio de Vila de Rei (Castelo Branco) e Mação (Santarém) estão no terreno 839 operacionais da proteção civil apoiados por 296 viaturas. No total dos três maiores incêndios que atingem a região estão envolvidos um total de 1.215 operacionais da Proteção Civil, sendo que os dois fogos da Sertã (Castelo Branco) estão em resolução, apesar de alguns reacendimentos durante a tarde.

O comandante do Agrupamento Centro Sul realçou a necessidade de reafetar meios dos incêndios que estão dominados (Sertã), para o de Vila de Rei-Mação, sendo que esse reajustamento irá ser feito dentro de uma a duas horas, com a criação de uma nova estrutura organizativa: "Vamos reafetá-los em função disso", afirmou

Paula Neto, médica do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), informou que há um total de 30 pessoas que foram assistidas desde sábado, entre civis e operacionais, sendo que nove tiveram necessidade de serem deslocados para unidades hospitalares ou de saúde. Contudo, sublinhou que durante esta tarde foi apenas registado um caso (oito dizem respeito a sábado) e até agora apenas há um ferido de maior gravidade, o de um civil que foi transportado de helicóptero no sábado para o Hospital de São José, em Lisboa.

O comandante do Agrupamento Centro Sul voltou a reforçar a ideia de tentar, ao longo desta noite, aproveitar as condições meteorológicas mais favoráveis, como a diminuição da temperatura e do vento, e um aumento da humidade, para tentar dominar o incêndio durante a madrugada. Belo Costa adiantou ainda que o desenvolvimento que o fogo teve "indicia a probabilidade" de voltar a entrar no distrito de Castelo Branco, desta vez, pelo concelho de Proença-a-Nova. O comandante espera que a todo o momento as forças no terreno sejam reforçadas com quatro pelotões das Forças Armadas que vão ser colocados nas zonas menos críticas para fazer vigilância, permitindo deste modo a reafetação de operacionais para as zonas mais críticas.


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