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“Infelicidade de linguagem”. Ministro da Defesa desdramatiza queixas de chefe das Forças Armadas

19 jul, 2019 - 11:26 • Redação

Em entrevista à Renascença e ao “Público”, na quinta-feira, Silva Ribeiro dramatizou a falta de recursos nas Forças Armadas. Ministro desdramatiza e diz que o Governo já está a trabalhar para resolver o problema.

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O ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, lamentou esta sexta-feira a “infelicidade de linguagem” do chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, almirante Silva Ribeiro, que, em entrevista à Renascença e ao “Público”, disse que a situação nas Forças Armadas “é insustentável”.

João Gomes Cravinho reconhece que o problemas é real, mas garante que a matéria tem vindo ser objeto de atenção por parte do Governo.

“O papel do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas é assegurar que as missões são cumpridas. É evidente que, se ele chegasse à conclusão que não pode cumprir essas missões, então sairia. Mas não é essa a situação. Portanto não há lugar a qualquer tipo de aviso. Não há aqui nada de novo”, disse o ministro esta sexta-feira.

O ministro diz que “não há lugar par dramatismos” e que a situação é algo “que é perfeitamente conhecido”. “O Governo está a trabalhar há bastante tempo na resposta a esta situação, que é uma situação que necessita de resposta a nível de planos do Governo, nomeadamente o plano de profissionalização das Forças Armadas, para melhorar o recrutamento, a retenção e, depois, a reinserção na vida civil”, disse o ministro.

​Almirante Silva Ribeiro. A situação das Forças Armadas "é insustentável"
​Almirante Silva Ribeiro. A situação das Forças Armadas "é insustentável"

Em entrevista à Renascença e ao “Público”, na quinta-feira, o almirante dramatizou a falta de recursos humanos nas Forças Armadas classifico como “insustentável” o facto das Forças Armadas estarem com menos seis mil militares do que deveriam

Na mesma entrevista, o almirante disse mesmo que as Forças Armadas já tiveram que negar um pedido da Proteção Civil.

“Recentemente a um pedido da Proteção Civil dissemos que não tínhamos mais militares para empregar. A Força Aérea já tem problemas para a disponibilidade de pessoal para a manutenção dos seus meios e para a própria vigilância e segurança das unidades. A Marinha tem navios que não têm lotações completas, o Exército tem regimentos que deviam ter 360 praças e têm 100, 120. Este é o problema mais premente das Forças Armadas. Estamos profundamente empenhados em inverter esta situação”, disse Silva Ribeiro nesta entrevista.

Comentários
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  • João Lopes
    23 jul, 2019 09:55
    O Ministro da Defesa cumpriu o serviço militar? Ou é Ministro por ser filho de Ministro? Pode ser boa pessoa... mas não basta!
  • António Manuel
    22 jul, 2019 Entroncamento 21:10
    Em Portugal quem diz a verdade é castigado ou censurado, e foi precisamente o que o Almirante CEMGFA disse acerca da situação em que se encontram as forças armadas onde todos os dias vemos militares que ao atingirem o seu limite optam pelo abate aos Quadros Permanentes tendo nalguns casos mais de 20 anos de serviço.É uma vergonha quando um ministro que nada fez alem de ser filho de quem é para ocupar o cargo que ocupa faz ele sim um comentário infeliz acerca de um homem que para chegar onde chegou tem atrás de si uma carreira imaculada com mais de 40 anos e várias condecorações recebidas.
  • Cidadao
    21 jul, 2019 Lisboa 11:19
    Situação vulgar, por cá: quando o numero 2 na Hierarquia de Comando Supremo vem a publico denunciar as carências em termos humanos e materiais das Forças Armadas, o ministro da Defesa "soluciona" o caso convidando-o a demitir-se. "Quem diz a Verdade, não merece castigo", diz o ditado popular. Tem é de se lhe acrescentar "... mas há Verdades que não se podem dizer".
  • LUIS MANUEL ARAUJO M
    20 jul, 2019 Arrancada do Vouga 18:03
    Mas quem é o idiota que só por ter amigos políticos tem a ousadia de dizer que um Almirante CEMGFA teve uma infelicidade de linguagem. O idiota do Portas demitiu um CEMGFA ( GEN Alvarenga) só porque este e com toda a razão discordou dele. Mas agora os militares alem se estarem subordinados ao poder político,e bem., também têm que ser paus mandados??????
  • Mónica Silva
    20 jul, 2019 açores 10:57
    Sr. Os exemplos apresentados pelo senhor Almirante CEMGFA, são concludentes. Por isso a situação das Forças Armadas Portugueses, é insustentável. Negar esta evidencia como o senhor tem feito é que é uma infelicidade e só revela a falta de segurança da sua parte.
  • João Lopes
    19 jul, 2019 18:01
    Claro, quem tem a culpa é o governo de Passos Coelho...
  • José Lucas
    19 jul, 2019 Óbidos 17:27
    INFELICIDADE é ter um ministro que não sabe, não faz, não manda. INFELICIDADE é ter generais que só têm estrelas nos ombros, mas falta-lhes algo que é símbolo da virilidade. INFELICIDADE é ter esta gente corrupta, sem escrúpulos, incompetente (a classe política partidária) que ao longo dos últimos 20 anos destruiu o melhor e maior património nacional: as Forças Armadas. Um dia, quando o povo quiser, sairá à rua e correrá com os vendilhões do templo, como fez com Marcelo Caetano e o infeliz terá de ir pregar para outro lado... tudo é possível... AINDA SONHO COM O DIA EM QUE PORTUGAL VIVERÁ EM DEMOCRACIA !
  • António dos Santos não quero visitar um site vendido
    19 jul, 2019 Coimbra 14:29
    A solução é muito fácil!!! Acabem com 70% dos oficiais generais e superiores, que são mais que as mães e uma cambada de chulos, que não fazem nada e não ser viver à custo do povo português e com altos salários, que não merecem!! E recrutar pessoal, com uma carreira mais promissora. As forças armadas portuguesas, são motivo de chacota no estrangeiro, por terem um número exageradíssimo de oficiais generais e superiores.