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Chumbada proposta para incluir expressão gestão danosa no relatório da comissão de inquérito à Caixa

17 jul, 2019 - 18:52

O PSD queria que o documento referisse que foram encontrados indícios do crime de gestão danosa, mas a proposta acabou por ser rejeitada com os votos contra do PS e PCP e abstenção do Bloco de Esquerda.
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Foi chumbada a proposta do PSD para incluir a expressão gestão danosa no relatório final da comissão parlamentar de inquérito à recapitalização da Caixa Geral de Depósitos (CGD).

Os sociais-democratas queriam que o documento referisse que foram encontrados indícios de gestão danosa, o que só por si é um crime jurídico, mas a proposta acabou por ser rejeitada com os votos contra do PS e PCP e abstenção do Bloco de Esquerda.

“Se não podemos ter medo das palavras, temos que assumir as nossas responsabilidades. Claramente, depois de tandos milhares de milhões de euros de prejuízos nós temos que entender que, não sendo nós o tribunal, e por isso cabe depois aos tribunais confirmarem estes factos, mas demitir-nos de concluirmos pelo indício de prática de gestão danosa era algo lamentável para o Parlamento”, afirmou o deputado do PSD, Duarte Pacheco.

O socialista Rocha Andrade discorda desta versão, garante que também não tem medo das palavras, mas tem “um profundo sentido” das suas responsabilidades de deputado.

“Enquanto membro de uma comissão parlamentar de inquérito da Assembleia da República a Constituição não me comete a função de exercer a ação penal ou de julgar pessoas pela prática de crimes, portanto, não me comete a função de exercer a ação penal ou de julgar pessoas pela prática de crimes, nem de qualificar certos factos como crime ou qualificar o tipo de crime que foi ou não cometido”, declarou Rocha Andrade.

O PSD viu ser aprovada a alteração ao relatório que prevê que houve interferência do Governo da altura nas operações de crédito do banco estatal, colocando nomes aos responsáveis, como o ex-administrador Carlos Santos Ferreira ou o antigo ministro da Economia Manuel Pinho.


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