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Parlamento vazio, máscaras e chapéus nas ruas: eis o que resta do protesto em Hong Kong

01 jul, 2019 - 22:07

Dezenas de manifestantes pró-democracia invadiram esta segunda-feira o Parlamento.

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Manifestantes invadem Parlamento de Hong Kong
Manifestantes invadem Parlamento de Hong Kong

Capacetes, máscaras e chapéus de chuva pelas ruas desertas junto ao parlamento de Hong Kong é o que resta de um protesto sem precedentes, que terminou numa carga policial.

Dezenas de manifestantes pró-democracia invadiram parlamento de Hong Kong, onde permaneceram durante horas. A polícia usou gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes, que conseguiram partir as portas de vidro do Parlamento.

Os manifestantes escreveram slogans nas paredes da assembleia e envergam cartazes com mensagens em protesto contra a lei da extradição.

A invasão do Parlamento aconteceu por ocasião do 22.º aniversário da transferência de Hong Kong para a China.

A União Europeia já reagiu e apelou à contenção na resposta das autoridades. “Na sequência destes incidentes, é importante exercer a moderação e evitar respostas que conduzam a uma escalada”, disse em comunicado, um porta-voz da alta representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros, Federica Mogherini.

O comunicado refere que os manifestantes que esta segunda-feira derrubaram barreiras e forçaram a entrada no edifício do Conselho Legislativo de Hong Kong, representam “um pequeno número de pessoas” e que “não são representativos da maioria dos manifestantes que têm protestado de forma pacífica” nas últimas semanas.

Horas antes da posição europeia, o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, Jeremy Hunt, tinha expressado o "apoio inabalável" do seu país a "Hong Kong e às suas liberdades neste dia de aniversário" do retorno deste território para a China.

"Nenhuma violência é aceitável, mas HK [Hong Kong] DEVE preservar o direito a protestos pacíficos sob a lei, como centenas de milhares de pessoas corajosas mostraram hoje", indicou Jeremy Hunt na sua conta da rede social Twitter.

A onda de protestos em Hong Kong começou há várias semanas e foi motivada por uma lei que iria permitir a extradição de detidos para serem julgados na China.

O Governo regional já suspendeu a proposta de lei sobre a extradição, mas as manifestações mantêm-se como expressão de medo de perda geral de liberdades na região.

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