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Bispos procuram inspiração para aplicar doutrina da Igreja na sociedade e na Europa

17 jun, 2019 - 17:52 • Aura Miguel , Filipe d'Avillez

D. Manuel Clemente explica que os bispos não querem ficar apenas pela teoria, por isso convidaram especialistas para os ajudar a refletir sobre a realidade atual.
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Os bispos portugueses procuram orientações para aplicar melhor a Doutrina Social da Igreja na realidade atual da Europa e do país.

Os bispos estão reunidos em Fátima por estes dias para as Jornadas Pastorais do Episcopado, um tempo de formação para os responsáveis pelos destinos da Igreja Católica portuguesa.

Em declarações à Renascença, o presidente da Conferência Episcopal explicou que esta ação de formação vem na sequência da preocupação que os bispos têm manifestado por estes assuntos em 2019.

“Este ano temos estado atentos ao que é a vida nacional e europeia com alguma reflexão, tendo até dedicado uma carta pastoral a esta temática, porque é um ano em que se tomam decisões importantes para o país e para o continente”, explica.

O objetivo das jornadas é pedir a ajuda de especialistas para “olhar a realidade portuguesa e europeia à luz dos princípios da Doutrina Social da Igreja”, evitando assim que a preocupação da Igreja se fique apenas pela teoria. “Trata-se sempre de aplicação, de um método evangélico, de olhar para a realidade e, com aqueles princípios que nortearam o próprio fundador do Cristianismo, sugerir aplicações. Não substituindo a consciência de ninguém, mas a consciência não trabalha num vazio, para quem é cristão, trabalha com os ensinamentos de Cristo.”

Entre os especialistas convidados a ajudar os bispos a refletir sobre estes assuntos estão Graça Franco e Francisco Sarsfield Cabral, da Renascença, e Guilherme d’Oliveira Martins, que fala da atualidade da doutrina social da Igreja.

“A atualidade da doutrina social da Igreja é algo especialmente importante num momento em que tanto se fala de uma crise das instituições democráticas. Quando lemos documentos fundamentais da doutrina social da Igreja encontramos respostas. Não respostas de caráter ideológico, mas abrangentes e sobretudo centradas na dignidade humana, na defesa e salvaguarda do bem comum”, diz, dando como exemplo “a atualidade dos corpos intermédios”.

“Precisamos de instituições que representem as pessoas e onde as pessoas participem. Mobilizando a sociedade civil e as pessoas, nós podemos encontrar caminhos. Hoje temos a tentação de pedir tudo ou ao Estado ou à sociedade, mas temos de ter a humildade suficiente para percebermos a noção de mediação.”

“Nisso a Igreja é fundamental”, conclui Guilherme d’Oliveira Martins.


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  • Sasuke Costa
    18 jun, 2019 10:51
    Os bispos portugueses têm em mãos o último EMJ e para ser o culminar da atividade cálculo que tenham muito trabalho a fazer. Seria redundante os jovens se apresentarem no encontro à procura do Deus vivo, não deveria ser um local de oração mas de glorificação, penso eu naturalmente. A presença já tem de vir identificada só assim Maria poderá operar, se quiser naturalmente. Desafiem os jovens a provar que Deus não existe, sem tentarem o Senhor definam todos os obstáculos que têm na sua vida atual, enumerem-nos, denunciem as fraquezas a quem mais confiem, façam um ponto da situação do que são e do que queriam ser, depois com rigor comecem a jornada de rezar TODOS OS DIAS juntando umas moedinhas quando conseguirem, pratiquem o bem sem ninguém, dos nosso semelhantes, saberem, esse segredo é dinheiro vivo, verifiquem depois fazendo novo ponto da situação se realmente o trabalho penoso não foi concluído com sucesso, (estudar, ajudar os outros, arrumar o quarto, etc). Já que se está a mexer no Pai Nosso gostaria de comentar que todos vêm com nitidez que o último parágrafo não está bem, o tratar por tu dá mais intimidade, uns assim outros da forma habitual não é significativo mas o final não pode pedir a Deus que nos tire o livre árbitro, livre-nos da tentação, o Homem é livre de amar quem quiser até ao último dos seus dias nesse escolher está a santidade, digo eu, livre-nos ou livra-nos de cair NA tentação (que temos de ter, naturalmente).