|

 Casos Ativos

 Internados

 Recuperados

 Mortes

A+ / A-

Tribunal da Suécia decide não pedir detenção de Julian Assange

03 jun, 2019 - 16:58 • Lusa

A decisão do tribunal de Uppsala é suscetível de recurso, mas constitui um revés para a acusação.

A+ / A-

Um tribunal sueco decidiu não pedir a detenção, por alegada violação de uma mulher naquele país em 2010, do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, já detido no Reino Unido.

A decisão não significa o abandono da investigação na Suécia, mas que Assange – que está atualmente detido no Estabelecimento Prisional de Belmarsh – não será extraditado e pode ser interrogado no Reino Unido.

A decisão do tribunal de Uppsala (Leste da Suécia) é suscetível de recurso, mas constitui um revés para a acusação, que pedia a emissão de um mandado de detenção europeu para transferência de Julian Assange do Reino Unido para a Suécia.

A audiência foi aberta às 10h00 horas locais (08h00 em Lisboa) no tribunal de Uppsala, e terminou cerca de três horas depois, altura em que os juízes se retiraram para deliberar durante algumas horas.

Na semana passada, a procuradoria sueca anunciou que ia emitir uma ordem de detenção de Julian Assange na sequência da deliberação de um tribunal de Copenhaga que considerou Assange “suspeito de violação”.

O fundador da rede WikiLeaks esteve refugiado na embaixada do Equador em Londres desde 2012, mas foi preso pelas autoridades britânicas no passado dia 11 de abril.

O australiano, de 46 anos, enfrenta igualmente a extradição para os Estados Unidos, nomeadamente pela difusão pública de informações militares secretas retiradas de um computador do Pentágono.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.