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Papa alerta contra novas “colonizações ideológicas que desprezam o valor da pessoa”

02 jun, 2019 - 11:13 • Aura Miguel , enviada especial à Roménia com redação

Francisco lembrou legado dos novos beatos da Igreja, sete bispos greco-católicos que se recusaram a pactuar com o regime comunista e, por causa da sua fidelidade ao Papa, foram presos, cruelmente torturados e mortos.

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Papa beatifica sete bispos greco-católico numa celebração histórica
Papa beatifica sete bispos greco-católico numa celebração histórica

O Papa presidiu este domingo à celebração de beatificação de sete bispos romenos, considerados mártires pela Igreja Católica, que enfrentaram o regime comunista no século XX. Na homília, Francisco alertou ainda para novas "colonizações ideológicas" que "desprezam o valor da pessoa".

Sobre os sete bispos greco-católicos, o Papa recordou que “perante a feroz opressão do regime, demonstraram uma fé e um amor exemplares pelo seu povo".

"Com grande coragem e fortaleza interior, aceitaram ser sujeitos a dura prisão e a todo o tipo de maus-tratos, para não renegar a pertença à sua amada Igreja. Estes pastores, mártires da fé, recuperaram e deixaram ao povo romeno uma preciosa herança que podemos resumir em duas palavras: liberdade e misericórdia”, declarou, na homilia da Divina Liturgia que reuniu dezenas de milhares de pessoas na localidade de Blaj.

Francisco destacou ainda que "também hoje voltam a surgir novas ideologias que procuram, de maneira subtil, impor-se e desenraizar o nosso povo das suas mais ricas tradições culturais e religiosas. Colonizações ideológicas, que desprezam o valor da pessoa, da vida, do matrimónio e da família e, com propostas alienantes e não menos ateias do que no passado, lesam de modo particular os nossos jovens e crianças deixando-os privados de raízes que lhes permitam crescer".

Antes da homilía, o arcebispo maior de Făgăraş e Alba Iulia, cardeal Lucian Mureşan recordou que já o "Papa Pio XII, desejava em 1952 'beijar os grilhões dos que, injustamente presos, choram e sofrem com os ataques contra a religião'. Hoje, na Roménia, este sonho tornou-se realidade: Pedro está aqui. Para nos confirmar na fé. Para beijar e curar as nossas feridas. Para um renovado impulso através de uma autêntica “purificação da memória”, aqui no Campo da Liberdade de Blaj, lugar histórico de emancipação da nossa nação".

Este domino é o último dia de visita de Francisco à Roménia. Ainda neste domingo, antes de regressar a Roma, Francisco encontra-se com um grupo da etnia Rom, num bairro da periferia da mesma cidade de Blaj.

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