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​Banca defende que aumento das comissões é "inevitável"

24 mai, 2019 - 21:08 • Sandra Afonso, com redação

Diretora-geral da Associação Portuguesa de Bancos admite que a capacidade para os bancos fazerem crescer o peso das comissões no produto bancário "está muito condicionada pelo contexto político e pela imagem do setor".
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A diretora-geral da Associação Portuguesa de Bancos (APB), Catarina Cardoso, considera "inevitável" que as comissões pagas pelos clientes aumentem.

A APB argumenta que as baixas taxas de juro estão a custar 7,5 mil milhões de euros por ano aos bancos europeus, para a banca portuguesa a fatura anual é de cerca de 80 milhões, e da pressão sobre o crédito.

No Fórum Financeiro Outlook 2019 "Portugal - De aqui para onde?", que decorreu na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, Catarina Cardoso defendeu o agravamento das comissões, uma medida reconhecida pelo próprio Banco Central Europeu (BCE).

“É inevitável. O próprio BCE reconhece que na banca o desafio da rentabilidade vai ter de passar pelo desafio de aumentar o peso das comissões, na medida em que a margem financeira está muito condicionada", afirma a diretora-geral da APB.

Catarina Cardoso reconhece que, em Portugal, a capacidade para os bancos aumentarem as comissões "está muito condicionada pelo contexto político e pela imagem do setor".

No entanto, avisa que “há aqui uma inevitabilidade de aumentar o peso relativo das comissões no produto bancário".

A banca quer aumentar as comissões, mas o ministro das Finanças garantiu esta sexta-feira que, no que depender do Governo, "a rede de caixas automáticas" Multibanco vai continuar gratuita para todos os portugueses.

O governante falava na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, no Fórum Financeiro Outlook 2019 "Portugal - De aqui para onde?".

"Nos últimos anos, o acesso online aos serviços bancários tornou-se mais comum, enquanto forma de relacionamento dos clientes com os seus bancos, assim como o recurso a caixas automáticas. Se, por um lado, os bancos devem prestar serviços de qualidade, com comissões acessíveis a quem não acompanha a era digital, por outro lado, a rede de caixas automáticas, no que depender do Governo, vai continuar gratuita para os portugueses", disse Mário Centeno.

Numa conferência no início do mês, os presidentes executivos do BCP, BPI, Caixa Geral de Depósitos (CGD) e Novo Banco defenderam que o serviço devia ou ser pago ou ter critérios uniformes em toda a Zona Euro.


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