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​Suv a gasolina com quase 200 cv e 4x4: O teste ao Mazda Cx5

17 mai, 2019 - 10:43 • José Carlos Silva

Houve um tempo, em que só os mais endinheirados podiam dar-se ao luxo e comprar um carro a gasóleo. Para quem queria o mesmo modelo, mas não tinha tanta “pasta”, a solução era por optar por um a gasolina. Muito mudou… e a gasolina é agora a rainha dos novos tempos. Vamos, por isso, testar um Mazda CX 5 AWD num motor de 2.5 capaz de debitar, 194 cv.
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Sem turbo, numa aposta nos atmosféricos puros e duros, a Mazda alinha-se nos seus próprios conceitos e oferece um regresso ao passado. Motores musculados, capazes de fazer andar, sem pozinhos milagrosos largados à pressão pelo turbo.

O resultado está à vista neste CX5, um motor competente que não titubeia se tiver a bordo quilos ou carga a mais e que enfrenta boas pendentes de calçada “sem medos” e sem desconforto.

Permite ultrapassagens com confiança, sem disparos inesperados mas muita progressão, e perdoa alguns erros de principiante.

Vamos subir e descer o Douro

Vamos! Vamos, como habitualmente faz a família Silva. Vamos para o Peso da Régua, ficar em Vila Seca de Poiares, 20 quilómetros perdidos para lá de uma estrada sinuosa sempre a subir.

E vamos fazer a Nacional 222, junto ao rio. Em dia de tempestade, subimos a Braga e descemos a Lisboa.

Em cada bomba um amigo

Saiu de casa com o depósito atestado, subiu ao Peso da Régua, deu uma meia dúzia de voltas, nomeadamente ao Pinhão e vá de atestar.

Este “menino” tem grande “estábulos”, bebe 9 litros e meio de gasolina aos 100, sem grandes aventuras. Se somarmos umas subidas puxadas, para testar a dinâmica e a as luzes nocturnas, a conta sobre para mais de 9 e meio.

Sobe e desce de manhã e de noite da régua a Vila Seca de Poiares

A estrada é a mesma. O cenário muda. Curvas e contracurvas. De dia obedecem a uma descida de pé pronto a agir no travão, não vá andar a rebolar por ali, cobrindo parcialmente as duas faixas, uma antiga mas competente Ford Transit. Ou um trator. Aqui testo sobretudo os travões e, em momento algum, me sinto amedrontado ou receoso. Cumprem bem as suas funções e não aquecem demais.

De noite, a história é outra

Com os maravilhosos máximos adaptáveis, fico com o cérebro disponível para me concentrar na condução. E quero treinar a forma correta de abordar a entrada e a saída de curvas, fazer caminho rápido, e chegar depressa ao destino. E aqui vamos nós. Pressionado o botão de arranque, a suave manete de mudanças engrena para a partida e o pé direito ordena. Os próximos minutos são de silêncio a bordo, a ver o conta quilómetros subir para descer a seguir e subir um pouco mais, enquanto o volante desliza nas mãos com o bonito roçar da cobertura em pele. A subir, vejo rails deitados abaixo, um sinal a indicar uma passagem de nível que já não existe, um saco do lixo roto no meio da estrada. O coração bate mais forte confiantes nos pneus que se comportam lindamente, e na direção que é irrepreensível, e na caixa de velocidades automática que por vezes gostaria de fosse mais bruta.

Luta em fato confortável

Dá luta ao condutor, sem o desiludir, sem o fazer recear ir um pouco mais além dos limites. Até porque este é um SUV com uma considerável altura ao solo, para nele entrar é preciso esticar o corpo. O conforto a bordo não merece reparos, nem o espaço. Os bancos em pele, replicam-se nas portas, onde não faltam sequer os pespontos.

O preço do Mazda cx5 4x4 começa (números redondos) nos 55.000 euros.


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