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​Honda Civic Type R – Pura essência desportiva

17 mai, 2019 - 16:15 • José Carlos Silva

Vamos tentar descrever o que é ter nas mãos um carro que alcança uma velocidade máxima superior a 270 quilómetros por hora, que vai dos zero aos cem em menos de 6 segundos, que detém o recorde de volta mais rápida em 3 míticos circuitos – Nurburgring, Magny-Cours e Spa-Francochamps. Não há espaço para imaginarmos. Aqui os sonhos são reais.

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Este Honda Civic Type R que testámos é uma versão especial e numerada de 18 unidades. Versão Tiago Monteiro, o piloto português que ostenta justamente o 18.

Tem 330 cavalos de potência, mais dez que a versão dita normal. E alguns pormenores que fazem as delícias dos que gostam da marca. Nomeadamente um escape Remus, com um barulho muito especial. E vários apontamentos em fibra de carbono.

A caixa é de seis velocidades, muito intuitiva. Vindo do Japão, onde o “drift” arrecada fãs, não se percebe a ausência de um travão de mão, aqui substituído por um botão.

Marcante, a asa traseira que, para os que menos ligam a automóveis, imaginam ter saído de uma qualquer garagem dos subúrbios, onde progride o esforço para uma aproximação ao chamado Tunning.

Lá dentro, destacam-se os bancos da frente que são baquetes, onde o corpo encaixa na perfeição. Tudo o resto é um carro normal: Nomeadamente os bancos traseiros e o espaço que disponibilizam e a mala que está integralmente intacta e espaçosa.

Vamos ao que interessa

Ligar o motor de 2 litros do Civic Type R significa fazer voltar as cabeças de quem está perto. O ronco desta “máquina” faz adivinhar o coração que bate dentro do capot. Curiosamente, dentro do habitáculo, o ruído é bastante filtrado, bastante suportável para uma família que pode seguir lá dentro. Familiar é uma expressão correta para este carro de corridas, que ostenta 4 portas.

Depois de o colocar em marcha, é difícil não querer outra coisa

A engenharia nipónica, e o equilíbrio entre direção e potência.

Este é um automóvel de tração dianteira. Com 330 cavalos a puxar, parece mentira que seja possível equilibrar a máquina enquanto o mesmo eixo digere a força, e orienta o carro para o ponto em que o condutor quer.

É incrível o trabalho exigido, sem que o condutor note, e que a cada segundo que passa aspira a um pouco mais de velocidade, arrisca um pouco mais em cada recta. E em cada curva.

Faz um trabalho soberbo, sem desapontar, sem assustar, colado ao chão, transformando qualquer condutor num ser biónico. Que precisa de ter uma carteira para aguentar os cerca de 12 litros de consumo registado, sem restrições, no nosso teste drive.

Mais perto das emoções transmitidas por uma moto

Para quem gosta de motos, do prazer de acelerar, curvar, rodar o punho, o Civic Type R é o que mais se aproxima. Com várias seguranças extra: Tem 4 rodas, tem cintos de segurança, todas as ajudas essenciais. E perdoa fácil a erros menos severos, o que nem sempre acontece aos comandos de uma moto.

Com vários modos de condução, o Type R oferece o modo +R. destinado a ser utilizado em circuitos, apura ainda mais este veículo.

Conclusão

É um grande carro. Por um preço que é uma fração de máquinas semelhantes. Por menos de 50 mil euros, é possível comprar um Civic Type R. Haja primeiro, bolsa. E depois, capacidade para encaixar um visual pouco discreto, que o resto… bom o resto é garantia de um compra racional onde o coração também bate.

Nota: Não se dê ao trabalho de tentar comprar o Civic Type R versão Tiago Monteiro. As 18 unidades já voaram. E nenhuma fez o ninho na minha casa. O que é verdadeiramente uma pena.

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