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​Incêndios

PSD diz que quase metade dos meios aéreos não está disponível

15 mai, 2019 - 06:58 • Eunice Lourenço

Sociais-democratas pedem explicações ao Governo e respondem a Costa, dizendo que “campanha negra” foi o que aconteceu em 2017.
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O PSD diz que quase metade dos meios aéreos de combate a incêndios que deviam estar em nível de prontidão a partir desta quarta-feira não está disponível. As contas são do deputado Duarte Marques que, em declarações à Renascença esta quarta-feira, pede que o Governo dê explicações com urgência.

O dispositivo de combate a incêndios entra esta quarta-feira no nível reforçado II e deviam estar em estado de prontidão 38 meios aéreos. “Pelo menos 17 que não vão estar operacionais”, diz Duarte Marques, que chegou a esse número contando com os centros de meios aéreos espalhados pelo país.

O deputado do PSD diz que se foi apercebendo que alguns concursos tinham sido contestados e a outros faltavam vistos do Tribunal de Contas.

“A diretiva operacional aprovada por este Governo previa que a partir de 15 de maio estivessem 38 meios operacionais. Se não estão, é ao Governo que devemos pedir explicações sobre quantos meios de facto estão ao dispor das forças de segurança para combater os incêndios que possam vir a acontecer”, diz o deputado à Renascença.

O PSD e também o CDS (e até o Bloco, que estive em Monchique) dedicaram grande parte da campanha eleitoral desta terça-feira a regiões atingidas pelos incêndios, o que levou António Costa a dizer no comício da noite que os socialistas estavam a ser algo de uma “campanha negra” sobretudo por parte dos sociais-democratas.

“O argumento das campanhas negras era um argumento muito típico de José Sócrates e António Costa está a recorrer ao mesmo tipo de estratégias. Na semana passada, foi a crise que inventou sobre os professores e agora para tentar camuflar uma incompetência e falta de transparência do Governo volta a falar de campanhas negras”, responde Duarte Marques, concluindo: “Campanha negra foi o que aconteceu em Portugal em 2017.”

À Renascença, fonte do Ministério da Defesa diz que existe a expectativa de que os meios fiquem todos operacionais a partir de junho e explica que o processo aguarda visto do Tribunal de Contas.


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