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Viagem à China “ultrapassou as expectativas”, diz Marcelo

01 mai, 2019 - 13:56 • Celso Paiva Sol , enviado especial à China

Presidente da República terminou esta quarta-feira a visita de Estado à China. Sexto e último dia foi dedicado a Macau.

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Marcelo Rebelo de Sousa considera que a sua viagem à China superou as expectativas a todos os níveis: político, económico e cultural.

“Quer em termos globais quer especificamente no que respeita à região administrativa especial de Macau, ultrapassou-se o que eram as expectativas”, afirmou esta quarta-feira aos jornalistas.

“No plano das relações bilaterais, subiu-se para o grau máximo de relacionamento político possível, num diálogo que ultrapassa a mera parceria estratégica. Pois Portugal coloca-se aí”, acrescentou o Presidente.

Mas o destaque até vai para a nova fase de colaboração política, que começou a ser desenhada em Lisboa quando Xi Jinping ali esteve e que ficou concluída esta semana. Este novo patamar político prevê, entre outras coisas, encontros anuais entre Portugal e a China.

E nem a questão do respeito pelos direitos humanos faz o Presidente desviar-se do discurso otimista. “Portugal nunca deixa de afirmar os seus valores constitucionais e isso não impede, de todo em todo, e isso não impede que haja diálogo político ao mais elevado nível”, sublinhou.

Quem chega a este nível de relacionamento, diz o chefe do Estado, tem que saber gerir as diferenças, nomeadamente no que toca a sistemas políticos.

Queixas em Macau

Este sexto e último dia de visita de Marcelo foi dedicado a Macau, onde teve um dia muito cheio de iniciativas, todas elas muito simbólicas e próximas da comunidade portuguesa.

Nos seus vários contactos, o Presidente foi confrontado com queixas que vão ganhando dimensão. Há quem diga que a China, aos poucos, está a avançar mais depressa do que aquilo que está previsto na Lei Básica assinada há 20 anos.

Marcelo Rebelo de Sousa não comenta situações concretas e garante que Portugal está atento.

“Eu acompanho, o Governo português acompanha, a Assembleia da República acompanha com empenho e com interesse o que se passa em Macau em termos da importância da Lei Básica e da aplicação da Lei Básica. Como acontece com todo o Direito, a sua aplicação é um desafio de todos os dias. Isso significa, por um lado, que há uma preocupação de manter o respeito da língua, do Direito português no quadro daquilo que foi consagrado na lei básica. E as duas partes que subscreveram continuam igualmente empenhadas no seu propósito”, afirmou.

Uma das polémicas mais recentes em Macau é também o facto de os alunos da Escola Portuguesa serem obrigados a cantar o hino chinês.

Marcelo diz que é assim noutros países e que, até ver, não recebeu qualquer indicação de mal-estar por parte dos portugueses em Macau.

“Aqui, como noutras escolas portuguesas, noutros países onde elas existem, há regras que são regras que as escolas em geral, nesses vários países seguem; não há nenhuma especificidade particular, que eu saiba, no caso de Macau. Não me chega eco que, da parte da direção da escola tenha havido qualquer problema, qualquer objeção ou qualquer dúvida relativamente ao que deveria fazer, como não têm chegado de outras escolas nos países onde elas funcionam”, garantiu.

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