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Sessão solene de comemoração do 25 de Abril

PCP critica os que ameaçaram as conquistas de abril

25 abr, 2019 - 10:49 • Rui Barros com Lusa

No discurso na cerimónia solene da comemoração do 25 de abril, os comunistas lembraram o seu papel na luta contra o regime e deixaram críticas ao atual Governo.

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A deputada do Partido Comunista Português (PCP), Diana Ferreira, lembrou esta quinta-feira, na cerimónia solene das comemorações de 45 anos do 25 de abril, o papel do seu partido na luta contra o regime, criticando ainda "os sucessivos governos" que "puseram em causa" algumas das conquistas da revolução.

"Foi abril, com a sua ação libertadora, que pôs fim a este tempo de terror, que trouxe um tempo de esperança”, lembrou a deputada, em oposição aos "anos tenebrosos" do fascismo, que fez da "corrupção política de Estado", "censurou", "torturou e matou".

O PCP fez um paralelo entre a revolução dos cravos e a atualidade, considerando que tal como a luta “foi imprescindível para derrotar o fascismo”, também hoje a luta “é indispensável para avançar nos direitos”.

Diana Ferreira destacou que, “tal como no passado, a luta foi imprescindível para derrotar o fascismo, também hoje a luta é indispensável para avançar nos direitos e garantir progresso e justiça social”.

“Num país fustigado por mais de quatro décadas de política de direita, com especial brutalidade durante o período da política dos PEC e do Pacto de Agressão, foi preciso lutar muito para derrotar os planos daqueles que, a partir dos grupos económicos e do Governo PSD/CDS-PP, pretendiam eternizar a política de cortes de direitos, agravamento da exploração e empobrecimento”, salientou.

Foi preciso lutar muito, acrescentou, “mas com a luta dos trabalhadores e a ação decisiva do PCP conseguiu-se esse objetivo imediato, hoje claramente traduzido na recuperação de direitos e rendimentos”.

O discurso dos comunistas não deixou de visar o atual Governo. A deputada do PCP lembrou que “é preciso ir mais longe”, assumindo uma “política de combate à precariedade, ao desemprego, às desigualdades sociais”.

"Todas as medidas tomadas são certamente pequenos passos, tendo em conta a dimensão dos problemas do povo e do país", lembrou, no entanto, a deputada.

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