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Curar a diabetes apenas com alimentos? Sim, é possível

29 mar, 2019 - 12:04 • Ana Rodrigues

A pressão sobre os médicos para apresentar números não lhes permite conhecer as pessoas, por isso tratam os sintomas e não as causas das doenças, defende Graham Simpson.

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Cancros, colesterol elevado, diabetes e distúrbios da tiroide são problemas que afetam cada vez mais pessoas em todo o mundo e que podem ser tratados sem recurso a medicamentos.

É o que defende o médico Graham Simpson, especialista em medicina natural, e um dos oradores convidados do Congresso envelhecimento saudável que decorre no Estoril.

Segundo este especialista, “é possível reverter muitas doenças graves, como é caso da diabetes. Basta mudar de hábitos de vida”. Em declarações à Renascença, Graham Simpson refere que “tirar o açúcar e os alimentos processados é uma urgência porque são a causa de morte de milhões de pessoas em todo o mundo”. Segundo ele “a dieta mediterrânica é saudável mas ainda se cometem erros graves todos os dias, como é o caso de fritar os alimentos com azeite ou beber sumos de laranja em muita quantidade”.

Tratar apenas os sintomas da doença não pode ser o caminho

Olhar para a pessoa de uma forma integral e não como um doente é também o caminho que tem de ser seguido, na opinião de Ivone Mirpuri. Segundo esta médica, “existe na classe médica um desconhecimento muito grande da importância de prevenir em vez de remediar”.

Especialista em modulação hormonal, Ivone Murpiri refere à Renascença que a “pressão sobre os médicos para apresentar números de exames e consultas leva a que não se tenha tempo para conhecer a pessoa. Por isso tratam-se os sintomas e não as causas da doença”.

“É por desconhecimento que muitos médicos rejeitam o recurso às hormonas bio idênticas para tratamento de várias doenças como é o caso do hipotiroidismo”.

O envelhecimento saudável é o grande tema do 1St International Healthy Aging Summit 2019 que decorre até domingo no Hotel Palácio no Estoril, com especialistas nesta matéria, como é o caso do cardiologista nutrólogo Lair Ribeiro e do médico português Manuel Pinto Coelho.

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