Tempo
|
A+ / A-

Ministério da Saúde quer travar emigração de médicos para a Galiza

28 fev, 2019 - 10:54 • Redação

As autoridades galegas oferecem o dobro do salário, com particular interesse por médicos de família e pediatras.

A+ / A-

O Ministério da Saúde diz que está a fazer o possível para criar condições para reter os médicos em Portugal e tem agendada para esta quinta-feira uma reunião com os sindicatos do sector para discutir a situação.

É a reação do gabinete de Marta Temido à notícia, avançada na edição desta quinta-feira do “Jornal de Notícias”, de que o Governo galego está a recrutar médicos portugueses, a quem paga o dobro do que recebem em Portugal. O JN diz que os espanhóis querem contratar sobretudo médicos de família e pediatras.

Numa resposta enviada à Renascença o Ministério esclarece ainda que já tomou uma série de iniciativas no sentido de encorajar os médicos a ficar em Portugal, nomeadamente através da simplificação do regime de admissão de pessoal médico; da reposição, em 2017, das majorações das horas extraordinárias; da reposição, em 2018, da majoração das horas de qualidade e ainda do regime de incentivos à mobilidade geográfica e contratação de médicos para ficação em regiões menos favorecidos.

Por fim, o Ministério salienta o facto de este tipo de problemas ser um reflexo do reconhecimento internacional da qualidade dos médicos formados pelo Serviço Nacional de Saúde.

Esta e uma situação que preocupa a Ordem dos Médicos, que já veio dizer que esta emigração vai atrasar ainda mais o objetivo de dar médico de família a todos os portugueses.

[Notícia atualizada às 11h42]

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.