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Cimeira Trump-Kim termina sem acordo

28 fev, 2019 - 06:55 • Redação

O almoço entre os líderes dos EUA e da Coreia do Norte foi cancelado e a conferência final foi antecipada, sem que fossem adiantadas razões.
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A cimeira do Vietname terminou de forma abrupta e antes do previsto. Trump e Kim Jong-Un não chegaram a acordo sobre a desnuclearização da península coreana, na cimeira que decorreu nos últimos dois dias. A informação é avançada pela Casa Branca, que não adianta, contudo, o que falhou nas negociações.

“Os dois líderes discutiram várias formas de avançar com a desnuclearização e impulsionar a economia”, disse a porta-voz da Casa Branca. Sarah Sanders acrescentou que “não foi alcançado nenhum acordo, para já, mas ambas as equipas vão procurar reunir-se novamente”.

Apesar de, durante a cimeira, os dois líderes terem manifestado a esperança de alcançar um acordo, acabaram por terminar o encontro mais cedo, cancelando o almoço em conjunto previsto para esta quinta-feira. A conferência de imprensa foi antecipada.

Antes do anúncio do fim antecipado da cimeira, sentados lado a lado na mesa de reuniões, Trump e Kim mostravam-se confiantes nos progressos das negociações.

“Se eu não quisesse fazer isso, não estaria aqui”, disse Kim Jong-Un em resposta a um jornalista estrangeiro que questionou o líder norte-coreano se estaria pronto para abdicar das armas nucleares.

Ao que Donald Trump acrescentou: “provavelmente foi a melhor resposta que já ouviu”.

Os Estados Unidos exigem que a Coreia do Norte abdiquem de todos os programas nucleares e de produção de mísseis. Já os norte-coreanos pretendem que os EUA deixem de apoiar - no que respeita ao nuclear - os seus aliados asiáticos, como o Japão e a Coreia do Sul.

Os líderes dos dois países reuniram-se pela primeira vez em junho, na Singapura. Dessa cimeira histórica resultou uma declaração vaga, na qual Kim se comprometia a trabalhar para a desnuclearização da península coreana.

Violação das sanções?

Ao que tudo indica pode estar em curso uma violação das sanções das Nações Unidas ao regime norte-coreano.

Um petroleiro vietnamita com duas mil toneladas de gasolina está ao largo do principal porto da Coreia do Norte pronto a descarregar a carga. Antes, passou por países como Bangladesh, Singapura e Taiwan, sem se saber ao certo onde terá recolhido o combustível.

De acordo com as sanções impostas pela ONU, a Coreia do Norte sofre fortes restrições na importação de crude e derivados do petróleo.


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