|
A+ / A-

Anúncio no Panamá

Lisboa recebe o Papa e organiza a Jornada Mundial da Juventude em 2022

27 jan, 2019 - 14:40 • Carla Caixinha

Quando a palavra “Portugal" foi pronunciada foram audíveis manifestações de alegria dos portugueses presentes no Campo São João Paulo II, este domingo, no Panamá.

A+ / A-

O Papa cumpriu, este domingo, a tradição de anunciar o local e a data da próxima Jornada Mundial da Juventude (JMJ) antes da bênção final da missa de encerramento desta JMJ, que decorreu no campo São João Paulo II, no Panamá. O anúncio foi feito pelo atual prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida.

“A próxima Jornada Mundial da Juventude vai decorrer em Portugal”, disse o cardeal Kevin Farrell.

Quando a palavra “Portugal” foi pronunciada foram audíveis palmas e manifestações de alegria dos portugueses presentes no Campo São João Paulo II.

"Sejam bem-vindos a Portugal". O vídeo oficial da JMJ em Portugal
"Sejam bem-vindos a Portugal". O vídeo oficial da JMJ em Portugal

O anúncio foi acompanhado por uma delegação do Patriarcado de Lisboa, presidida por D. Manuel Clemente, cardeal patriarca de Lisboa; pelo Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa; e pelo presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina. Após o anúncio foi apresentado um vídeo de boas-vindas.

Numa primeira reação, em exclusivo à Renascença e à Ecclesia, Marcelo Rebelo de Sousa e D. Manuel Clemente mostraram-se muito satisfeitos com a decisão.

O Presidente afirmou que a escolha de Lisboa é uma “vitória da língua portuguesa e da Lusofonia”. Já o cardeal patriarca de Lisboa considerou que a decisão vem cumprir um sonho “de há muito tempo” da Igreja Católica em Portugal.

O presidente da Câmara de Lisboa disse que as jornadas em Portugal vão ser “as maiores e melhores de sempre”. Em entrevista à Renascença, no Panamá, Fernando Medina diz que “sermos o local escolhido pelo Papa Francisco para acolher aquele que é o maior evento mundial de juventude é extraordinário”.

Papa escolhe Lisboa para acolher próxima Jornada. Uma "vitória de Portugal", diz Marcelo
Papa escolhe Lisboa para acolher próxima Jornada. Uma "vitória de Portugal", diz Marcelo
Cardeal Patriarca. Escolha de Lisboa para organizar JMJ em 2022 é "uma excelente notícia"
Cardeal Patriarca. Escolha de Lisboa para organizar JMJ em 2022 é "uma excelente notícia"

JMJ regressam à Europa

A realização do encontro em Portugal já era esperada desde dezembro, mas só foi oficializada este domingo.

Entre os 100 a 200 mil jovens, oriundos de 155 países, presentes neste encontro estavam 300 portugueses, de 12 dioceses e seis congregações e movimentos (Salesianos, Caminho Neocatecumenal, Equipas de Jovens de Nossa Senhora, Juventude Mariana Vicentina, Schoenstatt e Focolares), 30 voluntários e seis bispos, nomeadamente Manuel Clemente, cardeal-patriarca de Lisboa, Joaquim Mendes, presidente da Comissão Episcopal do Laicado e Família e bispo auxiliar de Lisboa, José Cordeiro, bispo de Bragança-Miranda, Manuel Felício, bispo da Guarda, D. Nuno Almeida, bispo auxiliar de Braga e Virgílio Antunes, bispo de Coimbra.

Há uma década que o país tenta acolher a Jornada da Juventude. O cardeal patriarca de Lisboa oficializou o pedido para as receber no final de 2017 e desde 2012 que em várias reuniões do Conselho Pontifício para os Leigos (CPL), do Vaticano, a hipótese de Portugal tem estado a ser pensada.

As anteriores edições da JMJ realizaram-se em Colónia, na Alemanha, em 2005, Sydney, na Austrália, em 2008, em Madrid, em 2011, com o papa Bento XVI, no Rio de Janeiro, em 2013, e em Cracóvia, na Polónia, em 2016, com o atual pontífice.

As JMJ regressam à Europa em 2022, com a escolha da capital portuguesa para acolher o maior evento da Igreja Católica, depois de em 2016 se terem realizado em Cracóvia, na Polónia.

As primeiras JMJ foram promovidas pelo Papa João Paulo II, após o sucesso do encontro promovido em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude, e o primeiro encontro internacional realizou-se em Buenos Aires, Argentina, dois anos depois.

Na ocasião, João Paulo II disse que os jovens "são protagonistas de uma dupla esperança": pela sua juventude, uma esperança para a Igreja, e, por serem da América Latina, continente de esperança.

A partir desse ano, sempre com dois ou três anos de intervalo, foram-se assinalando as Jornadas Mundiais da Juventude em diferentes cidades. A Polónia é o único país que já recebeu as JMJ duas vezes.

História da JMJ. O legado de João Paulo II aos jovens
História da JMJ. O legado de João Paulo II aos jovens
O que disseram os Papas aos jovens portugueses
O que disseram os Papas aos jovens portugueses

Papa deixa um “obrigado” aos jovens

“E a vós, queridos jovens, um grande ‘obrigado’! A vossa fé e alegria fizeram vibrar o Panamá, a América e o mundo inteiro”, disse o Papa durante a missa que encerrou as JMJ no Panamá e que durante uma semana reuniu milhares de jovens de todo o mundo.

Francisco disse ainda para continuarem “a caminhar, a viver a fé e a partilha-la”.

“Não vos esqueçais que não sois o amanhã, não sois o ‘entretanto’, mas o agora de Deus”, disse o papa, pedindo ainda que no regresso às paróquias, comunidades, família e amigos transmitam a experiência para “outros possam vribrar”.

Um pouco antes do anúncio de que as próximas JMJ serão em Portugal em 2022, o Papa agradeceu ainda a presença nesta celebração do Presidente do Panamá, Juan Carlos Varela Rodríguez, e dos presidentes doutras nações e das demais autoridades políticas e civis.

As Jornada Mundiais da Juventude que terminaram no Panamá foram um primeiro momento de encontro global dos jovens após o sínodo dos bispos que lhes foi dedicado, em outubro de 2018, e no qual foi reforçada a necessidade de continuar a caminhar com os jovens.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.