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Greve dos Enfermeiros. Contratações não fazem cair greve, garante sindicato

05 jan, 2019 - 11:40 • Fátima Casanova , com Rui Barros

Para o Sindicato Democrático dos Enfermeiros a decisão de contratar mais profissionais para o SNS é um bom sinal. Mas garantem que, com a passagem às 35 horas os números anunciados não chegam.

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O anúncio da contratação 850 profissionais para os hospitais, anunciado este sábado pelo Minsitério da Saúde, não vai fazer cair a greve dos enfermeiros convocada para o dia 14 de Janeiro. A garantia é do presidente do SINDEPOR, o Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal, que reconhece que este é, no entanto, um sinal positivo dado pela tutela.

“Só por si, [estas contratações] não chegam para desconvocar a greve”, diz Carlos Ramalho, presidente do SINDEPOR, à Renascença. "Ainda há muitas situações a esclarecer, nomeadamente aquilo que são as leis do Orçamento do Estado de 2018, que previam o descongelamento das progressões, da atribuição do subsídio de enfermeiro especialista que não foi devidamente aplicado”, enumera o sindicalista.

Para o presidente deste sindicato de enfermeiros, a decisão anunciada na manhã deste sábado “é um bom sinal”, que o sindicato terá em conta no momento das negociações. “Mostra disponibilidade de reforçar aquele que é, neste momento, o Serviço Nacional de Saúde, que está muito carente de recursos humanos” diz Carlos Ramalho, que entende, no entanto, que o número fica aquém das necessidades.

“Dissemos desde o início que só para colmatar aquilo que eram as necessidades de pessoal de enfermagem com a passagem para as 35 horas seriam necessários, no mínimo, 1.600 enfermeiros”, explica.

Na sexta-feira, após mais uma maratona negocial entre sindicados e representantes dos ministérios das Finanças e da Saúde, as estruturas representativas dos enfermeiros disseram ter ficado satisfeitas com os avanços alcançados nas negociações, já que o Governo terá admitido a criação de uma categoria de Enfermeiro Especialista, uma das maiores lutas dos profissionais.

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  • nadia
    05 jan, 2019 loulé 15:01
    A plebe quer uma carreira de sangue azul e ter os seus reis.As chefias devem ser exercidas por quem tem skills e confiança das administrações e não por concurso.Isto é passado.Mas com regresso dos radicais tudo é possível.As famílias lesadas e a comunidade em geral no momento próprio dará a resposta e ajuizará o valor deste governo.