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Falta de anestesistas mostra que SNS tem de reter profissionais, diz ministra

24 dez, 2018 - 19:33 • Lusa

Urgência da Maternidade Alfredo da Costa está encerrada nesta véspera de Natal, por falta de anestesistas. Grávidas estão a ser desviadas para outros hospitais.

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A ministra da Saúde considera que a falta de anestesistas na Urgência da Maternidade Alfredo da Costa (MAC), em Lisboa, demonstra a necessidade de se ter um Serviço Nacional de Saúde com profissionais em dedicação exclusiva.

"[A anestesia] é, de facto, uma área onde o Serviço Nacional de Saúde tem sofrido uma perda de profissionais que optam por trabalhar noutros setores. É importante que nós percebamos como é que conseguimos captar, reter, voluntariamente, estes profissionais e é um trabalho que vamos continuar a desenvolver", afirmou Marta Temido aos jornalistas, no final de uma visita ao Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).

No entender da ministra, este problema mostra aquilo que o Governo tem sublinhado: a necessidade de se ter "cada vez mais um Serviço Nacional de Saúde com profissionais que estão nele em dedicação exclusiva".

Nesta segunda e terça-feira, a Urgência da MAC está a funcionar apenas com um anestesista de serviço. Os casos urgentes ficam na MAC, os restantes são reencaminhados para outros hospitais.

Segundo a ministra da Saúde, o conselho de administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central tem feito um esforço "no sentido de maximizar os anestesistas" do próprio mapa daquela estrutura, mas esse esforço não impediu que nestes dias em concreto "houvesse apenas a possibilidade de recrutar um prestador de serviços".

Marta Temido assegurou que o conselho de administração pagaria os 500 euros à hora pedidos para a prestação de serviços de anestesia, "mas sucede que não foi possível recrutar um segundo elemento" para a MAC.

Apesar da falta de anestesistas na MAC, a ministra salientou que, graças à rede do Serviço Nacional de Saúde (SNS), é garantido "o atendimento necessário nesta área", frisando que, na região de Lisboa e Vale do Tejo, está tudo a funcionar "dentro da normalidade".

Na visita ao CHUC, Marta Temido quis deixar uma palavra de agradecimento aos profissionais do SNS que asseguram o seu funcionamento durante a quadra natalícia - uma tradição "que caiu um pouco em desuso", mas que considera valer a pena retomar.

Comentários
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  • Médico Privado
    27 dez, 2018 Hosp 19:31
    Se não acompanham as condições dos Privados e já nem sequer oferecem o "contrato para a Vida inteira" que a FP oferecia e já não oferece a quem entra, estão à espera do quê? E reter só se fizerem leis a "acorrentar" as pessoas ao serviço público mal se forma, o que a UE obviamente não vai na conversa.
  • Anónimo
    26 dez, 2018 09:38
    Paguem o que lhes devem. Não é preciso ser muito inteligente para perceber isso.