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Terrenos da antiga feira popular. Hasta pública adiada pela terceira vez

03 dez, 2018 - 12:44

Operação foi "adiada para dia 12", mas os "três concorrentes mantêm-se".

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A terceira tentativa de venda dos terrenos da antiga Feira Popular de Lisboa, em Entrecampos, não se realizou, tendo ficado a hasta pública reagendada para dia 12 de dezembro, confirmou a Câmara Municipal.

Fonte oficial do município confirmou à agência Lusa que a hasta pública de duas parcelas e dois lotes de terreno que fazem parte da chamada Operação Integrada de Entrecampos foi "adiada para dia 12", mas os "três concorrentes mantêm-se".

As propostas recebidas pela Câmara de Lisboa para aquisição destes terrenos foram apresentadas pelas empresas Fidelidade Property Europe, SA., Dragon Method, SA., e MPEP - Properties Escritórios Portugal, SA.

A hasta esteve inicialmente marcada para o dia 12 de novembro, mas foi adiada por duas semanas, depois de a Câmara ter recebido, no dia 7, um ofício do Ministério Público (MP), que levantava questões relativamente ao projeto de requalificação da zona.

Já no dia 9 de novembro, a autarquia respondeu às questões colocadas pela procuradora Elisabete Matos, considerando que tinham ficado esclarecidas "quaisquer dúvidas" relativamente à legalidade do projeto.

Porém, no dia 22 de novembro, o MP aconselhou a Câmara de Lisboa, num novo conjunto de questões enviadas, a "reponderar" o projeto de requalificação, "com vista a acautelar possíveis ilegalidades", indicou então à Lusa a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Por isso, a hasta foi aberta no dia 23, mas acabou por ser interrompida para os candidatos poderem analisar as questões colocadas pelo MP, tendo ficado previsto que retomasse hoje. Na altura, foi indicado que não seria possível apresentar novas propostas, mas que aquelas entregues até então permaneceriam "invioladas" e guardadas "dentro dos cofres da tesouraria do município de Lisboa".

Segundo indicou fonte da Câmara este novo adiamento serve para os candidatos terem ainda "mais tempo para analisar o processo e a resposta da CML às críticas do MP".

A autarquia já tinha tentado vender estes terrenos em 2015, mas tal acabou por não acontecer por falta de propostas de interessados, mesmo depois de várias tentativas.

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