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António Lobo Antunes e Gonçalo M.Tavares ultrapassaram Fernando Pessoa

29 nov, 2018 - 07:13 • Maria João Costa , em Guadalajara

Já não são só as obras de Pessoa que os mexicanos procuram. Na livraria do pavilhão de Portugal na Feira do Livro de Guadalajara, as expectativas foram superadas logo nos primeiros dias. E a enchente de público ainda está para chegar.

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São de todos os géneros e feitios, para todas as idades e gostos. A Feira Internacional do Livro de Guadalajara “é uma grande montra” de livros, diz o escritor José Luís Peixoto, em entrevista à Renascença, nos corredores da feira.

Há milhares de livros à venda e a livraria do pavilhão de Portugal tem suscitado a curiosidade dos mexicanos, que procuram não só livros traduzidos como livros escritos em português.

Só nos primeiros dias, venderam-se mais de 1.500 livros. Alguns títulos já esgotaram e os mexicanos têm estado a descobrir novos nomes da literatura portuguesa. Na livraria que ocupa o coração do pavilhão de Portugal, a procura excedeu a expectativas, diz a comissária Manuela Júdice. Em entrevista à Renascença, a responsável revela que a presença de autores como António Lobo Antunes e Gonçalo M. Tavares já teve efeitos diretos nas vendas.

“Os autores mais vendidos são: em primeiro lugar, António Lobo Antunes, segundo Gonçalo M. Tavares e em terceiro lugar Fernando Pessoa. Antes da feira começar, só se falava de Fernando Pessoa”, explica Manuela Júdice. As bibliotecas dos mexicanos descobrem, assim, outros nomes e essa procura coincidiu com a presença na feira dos autores de “O Manual dos Inquisidores” e “Jerusalém”.

Contudo, a procura não é só por obras traduzidas. Os livros escritos em português também têm tido uma procura que surpreende a organização portuguesa. “Não calculamos, nem nós nem os mexicanos”, indica Manuela Júdice.

A comissária da representação nacional explica que foram surpreendidos pela procura por parte das escolas privadas. “Chegam aqui professores de Português em escolas privadas e compram aos 15 livros para as bibliotecas. Superou a expectativa”, concretiza.

Até domingo, espera-se a maior enchente de pública nesta feira organizada há 32 anos e que, no ano passado, contabilizou 800 mil visitantes. O responsável da Direcção Geral do Livro, Arquivos e da Biblioteca, José Manuel Cortez, diz que os dias de “sábado e domingo podem alterar o que se está a prever de vendas.”

Além dos livros, os leitores mexicanos levam também para casa marcadores com autógrafos de escritores portugueses e, no stand onde estão a passar também imagens turísticas de Portugal, decorre grande parte das iniciativas programadas por Portugal para dar a conhecer a sua literatura.

A Feira de Guadalajara termina no domingo com a presença do primeiro-ministro, António Costa, que irá encerrar o certame e passar o testemunho à Índia, próximo pais convidado.

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