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Submarino da Marinha vai ajudar nas operações em Borba

22 nov, 2018 - 01:29

Proteção Civil vai reforçar a capacidade de drenagem da pedreira em que caíram uma retroscavadora e duas viaturas.

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A Marinha vai usar hoje um veículo submarino com controlo remoto para ajudar nas buscas nas pedreiras atingidas pelo deslizamento de terras e colapso de uma estrada em Borba, equipamento que atua pela primeira vez num espaço tão confinado.

Segundo Fernando Fonseca, porta-voz da Marinha, este submarino com controlo remoto é, normalmente, utilizado no mar, rios e algumas albufeiras e tem como principal função descobrir minas que estejam fundeadas.

"O facto de ser uma zona tão confinada poderá não ser possível o equipamento estabilizar. Se tiverem sucesso em fazer o alinhamento do sistema de navegação, vão tentar que o sonar, que faz a busca pela projeção do som dentro de água, possa detetar as viaturas e passar a informação", frisou Fernando Fonseca.

A drenagem de água das pedreiras vai ser reforçada na quinta-feira, estando ainda previsto utilizar um equipamento da Marinha nas buscas, avança a Proteção Civil.

"A drenagem que está a ser feita", disse o comandante distrital de Operações de Socorro (CODIS) de Évora, José Ribeiro, "vai continuar" na quinta-feira "e, certamente, vai continuar ao longo de alguns dias".

Segundo o comandante distrital, em declarações aos jornalistas, em Borba, vão continuar, "em simultâneo", operações "de busca no plano de água de maior dimensão", referente a uma das pedreiras, com recurso a equipamento da Marinha.

"Iremos utilizar algum equipamento diferenciado que nos permita, acima de tudo, nesta fase, fazer uma análise com mais pormenor do fundo da pedreira", destacou José Ribeiro.

No encontro com os jornalistas, no quartel dos bombeiros de Borba, no distrito de Évora, onde fez o balanço da atividade operacional no dia, o CODIS explicou que este equipamento militar poderá originar uma análise que permita "tomar outro tipo de decisões", caso seja, eventualmente, identificada uma viatura.

As operações de resgate, suspensas ao início da noite de terça-feira, são retomadas na manhã de quinta-feira.

"Para amanhã (quinta-feira), em termos de planeamento, o que temos previsto é um reforço do sistema de drenagem, com a colocação de mais uma bomba", disse.

Sublinhando que as operações de drenagem são de "grande complexidade", tendo-se colocado ao longo dos trabalhos bombas de extração de água de "forma faseada", para "garantir" que a água não provoque constrangimentos a jusante.

Para quinta-feira está também prevista "uma nova avaliação técnica" de todo o perímetro do teatro de operações, em termos de segurança.

"Nós não queremos, de maneira nenhuma, criar aqui muitas expectativas sobre o desenvolvimento das operações, eu acho que todos percebemos que vamos precisar de tempo, não vale a pena dizer que vamos ter aqui um golpe de sorte que nos vai resolver o problema complexo que temos pela frente, pois as condições são realmente muito difíceis", sublinhou.

José Ribeiro adiantou ainda que durante o dia de hoje estiveram na água um grupo de "dois, três mergulhadores", mas as entidades envolvidas no resgate concluíram que, antes de colocar mais mergulhadores a operar, é necessário ter "alguma certeza" do tipo de matéria que se encontra no fundo da pedreira para evitar correr alguns riscos.

O deslizamento de um grande volume de terra na estrada 255, que provocou "a deslocação de uma quantidade muito significativa de rochas, de blocos de mármore e de terra" para o interior de pedreiras contíguas, ocorreu às 15h45 de segunda-feira.

O acidente, de acordo com a Proteção Civil, provocou, pelo menos, dois mortos, além de haver três pessoas desaparecidas.

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