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Sínodo saiu à rua para peregrinação de jovens e bispos

25 out, 2018 - 14:30 • Octávio Carmo/Agência Ecclesia

A ideia foi mostrar “uma Igreja a caminho”. O percurso terminou junto o túmulo de São Pedro, onde os peregrinos foram recebidos pelo Papa.

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O Vaticano promoveu, esta quinta-feira, uma peregrinação que uniu bispos e jovens participantes do Sínodo num percurso de seis quilómetros, por caminhos de montanha e pelas ruas de Roma, até ao túmulo de São Pedro, onde foram recebidos pelo Papa.

O presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização, D. Rino Fisichella, que organizou a iniciativa, explicou à Agência ECCLESIA que a peregrinação nasceu da ideia de mostrar “uma Igreja a caminho” para levar o Sínodo à rua, num percurso que evoca a história das peregrinações, ao longo de todos os séculos do Cristianismo.

O arcebispo de Nampula, D. Inácio Saúre, referiu, por sua vez, que é “muito importante ter os bispos a caminhar junto com os jovens”.

“O destino desta peregrinação é o túmulo de Pedro e, como bispos, estamos juntamente com o sucessor de Pedro, o Santo Padre, junto do qual vamos fazer a nossa profissão de fé, para renovarmos a nossa comunhão”, observou.

Para o arcebispo do Lubango, D. Gabriel Mbilingui, foi importante reavivar o sentido da peregrinação, “que, afinal, é um caminho”.

“No fundo, o Sínodo é caminhar, caminhar juntos, indo na mesma direção, com o apoio uns dos outros”, precisou, elogiando a recuperação do “espírito do Sínodo”, como momento para caminhar juntos e sentir-se “irmãos”, que têm Cristo como seu “guia”.

“É, sobretudo, ocasião para reavivar a minha vocação, enquanto bispo, e o meu espírito de comunhão, dentro desta chamada sinodalidade”, acrescentou o arcebispo angolano.

D. Gabriel Mbilingui mostra-se satisfeito pelo trabalho já realizado em três semanas de reflexão sobre os jovens, “o símbolo da força, da energia, da alegria e da disponibilidade para seguir o Senhor”.

“O que nós fazemos, no fundo, nesta peregrinação é seguir o Senhor, no caminho que o leva à Cruz, que significa dom da própria vida, para a nossa salvação, é um caminho que deixa à própria Igreja”, concluiu.

Percorrendo a histórica Via Francígena, a peregrinação partiu do Parque de Monte Mario, seguindo durante cerca de três horas até a Basílica do Vaticano, onde foi celebrada uma Missa junto ao túmulo de Pedro, com a presença do Papa, presidida pelo cardeal Lorenzo Baldisseri, secretário-geral do Sínodo dos Bispos.

O jovem brasileiro Lucas Barboza Galhardo, um dos convidados no Sínodo dos Bispos, falou de um momento em que todos caminharam juntos, “na prática”, passando para o terreno o que tem sido discutido nas últimas três semanas.

“Foi uma atividade muito boa, de integração. Durante o caminho, pude conversar com vários participantes, foi uma experiência bonita, pude partilhar a vida, conversar com amigos”, relatou, já diante da Basílica de São Pedro, na parte final da peregrinação.

Da reserva natural do Monte Mario às ruas movimentadas da capital italiana, os cerca de 300 participantes fizeram uma experiência sinodal diferente das reuniões de trabalho e das celebrações que os têm reunidos no Vaticano desde 3 de outubro.

A assembleia sinodal encera-se no domingo, com a Missa final presidida pelo Papa, já após a discussão e aprovação, no sábado, do Documento Final e de uma Carta aos Jovens de todo o mundo.

“Este Sínodo quer ser um sinal da Igreja que realmente escuta e que nem sempre tem uma resposta pré-fabricada, já pronta”, escreveu Francisco, esta quarta-feira, na sua conta do Twitter.

Nesse mesmo dia, o pontífice a cada um dos jovens convidados do Sínodo uma cópia do ‘DoCat’, versão juvenil do Compêndio da Doutrina Social da Igreja.

“Espero que um milhão de jovens, mais ainda, que uma geração inteira seja, para os seus contemporâneos, uma Doutrina Social em movimento”, pede o Papa.



A reportagem no Sínodo dos Bispos é realizada em parceria para a Agência Ecclesia, Família Cristã, Flor de Lis, Rádio Renascença e Voz da Verdade

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