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Funcionários do Metro de Lisboa impedidos de fazer greve no posto de trabalho

18 out, 2018 - 11:12

Os trabalhadores cumpriram esta quinta-feira uma greve parcial entre as 6h00 e as 9h30.

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Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa, em greve parcial esta quinta-feira, terão sido impedidos de fazer greve no seu posto de trabalho.

O metro esteve parado esta manhã. "Significa que os trabalhadores aderiram à greve, embora a empresa tenha tentado utilizar atitudes que não são habituais, nomeadamente impedir os trabalhadores de fazerem a greve no seu posto de trabalho e utilizar a polícia para retirar trabalhadores do interior das estações. Independentemente destes problemazinhos é um facto que o metro está parado”, disse à agência Lusa Anabela Carvalheira, da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS).

De acordo com Anabela Carvalheira, no Colégio Militar a polícia retirou trabalhadores das instalações. “Tínhamos trabalhadores que estavam em piquete de greve, que estavam dentro das instalações e a polícia tirou-os de lá por ordem do conselho de administração. Só posso entender isso”, contou.

A sindicalista da Fectrans disse também que em todas as estações há um vigilante a perguntar se as pessoas estão em greve e, se estiverem, não os deixa entrar. “Se estiver em greve, o vigilante diz que estes só podem entrar depois das 9h30”, indicou, acrescentando que o sindicato vai denunciar a situação.

No que diz respeito aos números de adesão à paralisação, Anabela Carvalheira apenas adianta que “são muito elevados, senão tinham colocado o metro a andar”.

Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa cumpriram esta quinta-feira uma greve parcial entre as 6h00 e as 9h30, por reivindicações salariais. O serviço de transporte foi retomado a partir das 10h00.

Os representantes dos trabalhadores justificam a greve parcial com a discordância com a proposta de atualização salarial plurianual de 24,50 euros para os anos de 2018 e 2019, apresentada aos representantes sindicais na quarta-feira pelo conselho de administração da empresa.

Os sindicatos defendem que o aumento proposto deverá valer apenas para 2018, com retroativos a 1 de janeiro.

Desde o dia 9 que os trabalhadores realizam uma greve ao tempo extraordinário.

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