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Violência doméstica. Número de mulheres assassinadas cresceu até Junho

14 ago, 2018 - 09:28

Há mais quatro mulheres mortas este ano do que em igual período do ano passado. Metade das vítimas tem mais de 65 anos.
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Até junho, 16 mulheres foram assassinadas em contexto de violência doméstica. São mais quatro homicídios, segundo notícia o jornal "i".

No ano passado foram mortas 20 mulheres vítimas de violência doméstica. O mesmo jornal diz que, pela primeira vez desde que o fenómeno é estudado, as armas mais usadas pelos agressores foram facas.

No último relatório intercalar, divulgado recentemente pelo Observatório de Mulheres Assassinadas da associação União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR), afirma-se que das 16 mulheres que perderam a vida de forma violenta desde janeiro, 11 mantinham “relações de intimidade” com o homicida - que era marido, companheiro ou namorado.

Só num caso o agressor era um "ex". Em quatro situações, tratou-se de filhos que mataram as mães.

Metade das vítimas tinha mais de 65 anos.

Comentários
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  • Xavier
    13 set, 2018 Porto 16:23
    Sr. ou Sra. Veiga, (Porque às vezes este tipo de discurso machista e demagógico ainda está enraizado na cabeça das próprias mulheres, às quais o sistema patriarcal bem ensinou a acreditarem em tudo menos nelas próprias.) Violência é crime, assassinato é crime, seja contra mulheres, contra homens ou contra cães. Ainda que mulheres possam também ser agressoras em casos de violência doméstica, facto igualmente reprovável e punível por lei, a verdade é que a maioria dos casos acontece de forma reversa. Matar, seja por prazer ou por falta dele, é crime. Desonestidade não justifica um homicídio. Ao contrário do que, ao que parece, foi ensinado a acreditar, a mulher não é propriedade do homem e, relações conjugais que se baseam em conceitos de posse, propriedade ou poder, embora comuns, são uma doença que muitas vezes termina num crime. Quanto a mulheres frágeis, ainda que lhe possa dar imenso prazer e que o faça sentir um bocadinho mais poderoso ao pintar os estereótipos de género assim, tenho que concordar com quem comentou anteriromente, que aposto que ainda assim não lhe compensa, a si, a fragilidade do ego. Portanto, Sr. ou Sra. Veiga, cuidado, ainda que lhe seja um sacrifício danado espetar a faca numa qualquer mulher (mas acontece que ela é que estava "mesmo a pedi-las"), abstenha-se. A lei está aí e veio para ficar. Porque existem homens e mulheres como eu que lutam por ela e não deixam espaço p argumentos que são tudo menos válidos. A sociedade evolui e a lei evolui c ela.
  • António Ferreira
    13 set, 2018 Feira 15:12
    Sim, são. De si, por exemplo. Espero que pelo menos nunca encapote a sua opinião, que aqui bem espelha com ironia, pois assim quem contactar consigo saberá com o que contar. O senhor é um criminoso, para o qual o sistema jurídico ainda não possui pena, mas um dia há-da lá chegar. Já agora, experimente ganhar alguma coragem e assumir a sua orientação, esse ódio todo às mulheres poderá passar se não se sentir tão inseguro com a sua condição masculina, e poderá viver a vida mais feliz e menos frustrado. Ao contrário do que pensa não teria mal nenhum, a sociedade ver-se-ia livre de mais um "enrustido" e poupar-nos-ia de poluição cerebral.
  • Veiga
    14 ago, 2018 Vagos 15:04
    Coitadas das mulheres, são umas vítimas do sistema. Elas são sempre inocentes, nunca exercem qualquer tipo de agressão e nunca são desonestas. Os homens, esses seres malvados, aproveitam-se da fragilidade e da inocência das pobres mulheres e agridem-nas sem qualquer motivo e matam-nas apenas por prazer! Coitadas das mulheres, são umas vítimas!