Tempo
|
A+ / A-

Portugal é o terceiro país da União Europeia com eletricidade e gás mais caros

07 ago, 2018 - 13:11

Só a Bélgica e Dinamarca é que tem um preço do kilowatt-hora mais alto.

A+ / A-

Portugal foi o terceiro país da União Europeia (UE) com a eletricidade e o gás mais caros em 2017, revelou esta terça-feira o Eurostat.

De acordo com o gabinete de estatísticas da UE, Portugal registou o terceiro maior preço da eletricidade por kilowatt-hora do bloco comunitário (0,23 euros por Kw/h), sendo superado apenas por Bélgica e Dinamarca.

Na decomposição dos preços em três vetores (custo da energia, custo da rede e impostos) podemos ver que só a Dinamarca tem impostos mais altos sobre a eletricidade. Portugal aparece com valores duas a três vezes maiores do que muitos dos países analisados.

O primeiro estudo comparativo das faturas da eletricidade e do gás a nível comunitário, que apresenta apenas o ‘ranking’ dos países, revelou ainda que, em 2017, os preços do gás em Portugal foram os terceiros mais elevados da UE, a seguir aos praticados na Suécia e na Irlanda.

O Eurostat explica na apresentação deste estudo comparativo que a os preços do gás e da electricidade podem variair mediante a quantidade de fornecedores e a procura, que icluem ainda a situação geopolitica, a composição do consumo ao nível nacional, custos da rede e as condições atmosféricas.

Entre os 24 Estados-membros cujos dados foram analisados – Alemanha, Espanha, Itália e Chipre ficaram de fora –, o preço da eletricidade por kilowatt-hora variou entre os 10 cêntimos (Bulgária) e os 28 (Bélgica), tendo a maioria dos países registado preços entre os 10 e os 20 cêntimos.

Já o preço do kilowatt-hora do gás natural em 2017 variou entre os três cêntimos (Roménia) e os 12 (Suécia), com a maioria dos 21 Estados-membros a participar no estudo a apresentar valores inferiores aos oito cêntimos por hora.

Alemanha, Espanha, Itália, Chipre, Malta, Finlândia e Grécia não apresentaram dados relativos aos preços do gás natural.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • Jorge
    08 ago, 2018 Seixal 16:42
    Em comparação, também somos o país com o ordenado mínimo nacional mais baixo da europa. Algo se passa que não está bem e tem de ser mudado, não é com o PSD/CDS de certeza. É mais um exemplo de como é feita a distribuição da riqueza em Portugal. As empresas de energia esticam os preços ao máximo, (combustíveis, Eletricidade e gás) para engordarem os acionistas (Ex. GALP 400 milhões de Euros, mais 68% nos primeiros seis meses de 2018) enquanto os consumidores domésticos e as empresas dependentes de consumos mais elevados, estão constantemente a fazer contas aos gastos. Também é vergonhoso o iva de 23% para gás e eletricidade, bens de primeira necessidade, ser igual para quem compra automóveis, joias e casacos de pele.
  • fanã
    07 ago, 2018 aveiro 16:06
    Se a corrupção tivesse cotação em bolsa , Portugal seria o País mais rico da Europa sem duvida !.....
  • Filipe
    07 ago, 2018 évora 13:56
    Nada adira pois o que fizeram as PPP´s foi isso mesmo , destruir o serviço público e dar receita às 15 famílias Portuguesas mais ricas a fim de continuarem a destruição do bem Público , sentados no sofá e outro a jogar golfe , lá vão ano após ano batendo recordes na fortuna acumulada . O Salazar tinha razão . Resta o pouco da Saúde e Educação minados pelo sistema privado onde pagam até para destruir o bem público que resta . Fica um dia só a Assembleia da República com milhares de políticos reféns dessas famílias .