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Hells Angels. Autoridades temeram atropelamentos em massa em Faro

15 jul, 2018 - 09:44

Polícia Judiciária e o SIS terão evitado um ataque entre grupos rivais dos Hells Angels e dos Bandidos na concentração motard de Faro, avança o DN.

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A Polícia de Segurança Pública (PSP) e o Serviço de Informações de Segurança (SIS) tinham indicação de que podia haver confrontos entre motards na concentração de Faro.

A concentração motard de Faro marcada para os dias 19 a 22 deste mês correu o risco de se transformar numa batalha campal.

Segundo avança o Diário de Notícias na sua edição de domingo, a Polícia Judiciária e o SIS evitaram um ataque entre grupos rivais dos Hells Angels e dos Bandidos.

Segundo o jornal, as secretas tinham relatos de movimentações do grupo Bandidos na cidade de Faro, que supostamente estariam a esconder armas, antecipadamente, de forma a escapar às habituais operações STOP que antecedem a concentração.

As secretas admitiam ainda a possibilidade de os Bandidos entrarem no recinto do encontro em carrinhas de caixa aberta, alugadas em Espanha com o intuito de atropelar elementos dos Hells Angels.

Esta operação seria levada a cabo por um grupo dos Bandidos proveniente da Alemanha.

Na última semana, a Renascença falou com José Amaro, o responsável do Moto Clube de Faro pela concentração do Algarve, que lembrou, a propósito das detenções de membros dos Hells Angels, que apesar de escaramuças no recinto, nunca se registaram incidentes de grande gravidade.

“Em tantos milhares de pessoas, às vezes há escaramuças lá dentro, mas a nível de violência nunca houve nada de muito preocupante”, disse José Amaro, que garantiu que as preocupações com a segurança não são agora maiores do que noutras edições. “O esquema de segurança é o mesmo que nos outros anos. Não houve alteração nenhuma. Tudo o que está fora da concentração, aí as autoridades terão o seu esquema de segurança”, explica o responsável do Moto Clube de Faro.

58 elementos dos Hells Angels estão sob custódia das autoridades para serem interrogados.

Desde sexta-feira que, no Campus de Justiça, em Lisboa, decorre uma maratona para ouvir os arguidos do processo. Este domingo serão ouvidos os últimos.

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