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Chefes de equipa de urgência da Maternidade Alfredo da Costa demitem-se

11 jul, 2018 - 12:04

Carta fala de exaustão dos profissionais e alerta que, com o período de férias, poderá ficar comprometida "a qualidade dos serviços".
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Os chefes de equipa de urgência da Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, apresentaram a demissão ao conselho de administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central, na segunda-feira. É uma decisão assumida por unanimidade e explicada numa carta a que a Renascença teve acesso.

A missiva sublinha que a quase totalidade dos especialistas e dos internos "já excederam há vários meses o número de horas extraordinárias máximo previsto por lei" e que as equipas de enfermagem também já estão reduzidas e em "condições físicas de exaustão".

A carta explica que, em vez de ser contratado mais pessoal, se optou pelo encerramento de salas de parto, o que implica a transferência das grávidas. Lê-se ainda na carta que a exaustão dos profissionais irá agravar-se com o período de férias, "comprometendo a qualidade dos serviços prestados".

O texto termina insistindo que, perante a inexistência de uma solução por parte da tutela, os chefes de equipa de urgência da maternidade decidiram apresentar a demissão.

No entanto, fonte oficial do Centro Hospitalar de Lisboa Central, que integra a Maternidade Alfredo da Costa, indicou à agência Lusa que a carta foi entregue, mas que os profissionais se mantêm em funções e que a situação se encontra “controlada e ultrapassada”.

A Maternidade Alfredo da Costa tem atualmente oito equipas de urgência que realizam diariamente 24 horas de serviço.


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  • Americo
    11 jul, 2018 Leiria 17:53
    Falta o Sr. Ministro da Saúde a dizer que não se passa nada.......................É só fumaça.................
  • Cidadao
    11 jul, 2018 Portugal 15:06
    Ele é a CP com comboios que são quase sucata, a ter de diminuir o numero de composições em circulação e a velocidade, ele é Hospitais e Maternidades a fechar serviços por falta de gente, ele é Tribunais com material a dar o berro e sem pessoal, ele é Escolas e professores em guerra aberta, ele é serviços públicos a fechar no interior apesar das pessoas pagarem impostos bem pesados para os ter ... No entanto, segundo o sorridente jogo-de-cintura, "está tudo bem"... Imaginem, se não estivesse!
  • António dos Santos
    11 jul, 2018 15:04
    Estes palhaços, querem enganar o povo. Se formos perguntar-lhes quando vão entrar de férias, eles vão dizer que vão em Agosto. Nesta situação, não há quadro de pessoal que satisfaça. Nos hospitais e na função pública, as férias deveriam ir de Maio a Outubro, tendo cada trabalhador, direito a 1 quinzena, nos meses de verão (Julho, Agosto e Setembro). Isto é o que se passa no privado.