A+ / A-

Macron afasta embaixador fã das políticas migratórias de Viktor Orbán

02 jul, 2018 - 18:40

Num memorando interno confidencial enviado ao gabinete do Presidente francês, o diplomata defendeu que a Hungria é um “modelo” a seguir na forma de lidar com os migrantes.
A+ / A-

O Presidente francês, Emmanuel Macron, substituiu o embaixador francês na Hungria, Eric Fournier, depois de o diplomata ter elogiado as políticas anti-imigração do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán.

Num memorando interno confidencial enviado ao gabinete de Macron, datado de 18 de junho, Fournier escreveu que a Hungria é um “modelo” a seguir na forma de lidar com os migrantes.

As acusações de populistas dirigidas contra Viktor Orbán não passam de uma invenção da comunicação social, acrescentou o embaixador francês no documento, que foi divulgado esta segunda-feira pelo site Mediapart.

O diplomata, que vai passar a desempenhar outras funções, também considera que a imprensa francesa, ao acusar a Hungria de antissemitismo, está a tentar desviar as atenções do “verdadeiro antissemitismo” dos “muçulmanos em França e na Alemanha”.

O Presidente francês comentou o caso na passada sexta-feira. Macron não partilha as posições de Fournier e um memorando confidencial não representa a política oficial de França, sublinhou.

No Conselho Europeu da semana passada, em que foi aprovado um acordo sobre migrações, Macron dirigiu duras críticas a Orbán e a outros líderes da Europa de Leste, acusando-os de não respeitarem os valores democráticos da União Europeia e criticando-os por não quererem acolher migrantes ao abrigo da solidariedade comunitária.

O primeiro-ministro húngaro considera que os críticos das suas políticas de tolerância zero com os imigrantes pertencem à velha guarda ineficaz da Europa. No ano passado, Orbán comparou Macron a um “rapazinho” que não conseguiu inaugurar o seu mandato de forma promissora

O Governo da Hungria aprovou, a 20 de junho, uma lei para punir criminalmente quem ajudar imigrantes clandestinos.

O pacote de medidas recebeu o nome de "Stop Soros", numa alusão ao multimilionário húngaro-americano George Soros, que Viktor Orbán acusa de interferência na política interna da Hungria.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • Anónimo
    08 jul, 2018 18:59
    Quais verdades, Ivan? As teorias da conspiração anti-semitas do estado fascista húngaro?
  • Anónimo
    08 jul, 2018 18:59
    "QQQ" acredita em teorias da conspiração anti-semitas. Não merece ser apelidado de humano.
  • ivan leduc de lara
    03 jul, 2018 são josé dos pinhais 03:43
    As verdades existem para serem ditas e este ato de escondê-las vai transformar Macron numa Merkel desmoralizada.
  • Qqq
    02 jul, 2018 Lisboa 22:40
    Democracia segundo Macron, o homem incapaz de proteger as fronteiras do seu próprio país e que está decidido a exportar esse modelo falhado para o resto da Europa sob pena de sanções.
  • António
    02 jul, 2018 Portugal 20:14
    Os marxistas tomaram o poder através do controlo de universidades e comunicação social e ninguém pode falar contra. O diplomata tem razão, por isso foi mandado embora.
  • Anónimo
    02 jul, 2018 19:47
    "O pacote de medidas recebeu o nome de "Stop Soros", numa alusão ao multimilionário húngaro-americano George Soros, que Viktor Orbán acusa de interferência na política interna da Hungria." Se é húngaro não é suposto interferir na política interna da Hungria? Nem que seja apenas exercendo o seu direito de voto. Orban não é muito inteligente.
  • Anónimo
    02 jul, 2018 19:39
    Macron tem muitos defeitos mas nisto há que o aplaudir. Escumalha racista tem é que estar no desemprego. Ainda por cima num país multiétnico e multirracial como a França.