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​Ministério e professores sem acordo sobre serviços mínimos

19 jun, 2018 - 21:36

Serviços mínimos na greve dos professores serão decididos por colégio arbitral.

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Sem acordo entre sindicatos e Governo, a reunião desta terça-feira na Direção-Geral de Administração e Emprego Público (DGAEP) decidiu a criação de um colégio arbitral para avaliar se serão decretados serviços mínimos na greve dos professores às avaliações.

A informação foi adiantada à Lusa pelo secretário de Estado da Educação, João Costa.

"Os sindicatos e as organizações sindicais não foram sensíveis aos argumentos apresentados pelo Ministério da Educação sobre o prejuízo para os alunos de uma greve que tem potencial de ter impacto na conclusão das avaliações e no calendário do acesso ao ensino superior. Como houve essa insensibilidade desse direito à avaliação por parte dos alunos não houve acordo e não tendo havido acordo caberá agora ao colégio arbitral tomar a decisão", disse o governante à Lusa.

Na reunião de hoje foi discutida a possibilidade de serem criados dois colégios arbitrais, para analisar períodos de greve diferentes, uma solicitação por parte das organizações sindicais que, disse João Costa, "não foi acolhida".

"E não foi acolhida no nosso entender bem, porque estamos a falar de dois pré-avisos de greve, mas com datas coincidentes e com um efeito único sobre a avaliação dos alunos e por isso congratulamo-nos com a decisão".

Comentários
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  • Já vi como acaba
    19 jun, 2018 5 de Outubro 23:49
    Normalmente isto resolve-se declarando como serviços "mínimos" toda a classe de professores em peso, ou seja, não são serviços "mínimos" mas "máximos" pois que não fica ninguém de fora. E as avalanches de providências cautelares que aparecerem, serão ultrapassadas pela sempre útil declaração de "superior interesse público". O que significa que os factos irão a Tribunal, só quando já tudo estiver resolvido, logo a sentença será inútil e é assim que se torneiam as greves. Razão tem o S.T.O.P. Os sindicatos do sistema, são mansos demais para isto. Precisa-se de Sindicatos capazes de convocar greves selvagens que mandem k**** requisições civis e serviços "mínimos", que acabam por ser sempre máximos. A respeitar as regras do jogo, acabamos sempre a perder para quem faz e torce as Leis à vontade.