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Migrantes do Aquarius deram “lição de civismo” na chegada a Valência

18 jun, 2018 - 17:00 • Catarina Santos , enviada a Valência

A Agência de Segurança e Resposta a Emergências faz um balanço positivo da “Operação Esperança do Mediterrâneo”, que envolveu mais de 2.300 pessoas.

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Foi desativado esta segunda-feira o plano de emergência territorial que tinha sido posto em marcha pela Generalitat de Valência na passada semana para receber os migrantes resgatados pelo navio Aquarius. Chegaram 630 pessoas - já contando com um bebé que nasceu a bordo do navio humanitário.

A Agência de Segurança e Resposta a Emergências faz um balanço positivo da “Operação Esperança do Mediterrâneo”, que envolveu mais de 2.300 pessoas.

Em comunicado, a agência destaca o “civismo demonstrado pelos migrantes”, tendo em conta o estado em que estavam depois de uma semana em alto mar. A enfermeira Fatima Cabello, uma dos mil voluntários da Cruz Vermelha que prestaram apoio a quem chegava, dava conta disso mesmo, confessando ter ficado “arrepiada” quando viu chegar o Aquarius e os dois navios italianos que o acompanhavam. Do interior das embarcações ouviam-se palmas e festejos quando os barcos se preparavam para atracar.

Na fase de primeira assistência com cuidados de saúde, Fatima encontrou muita gente “cansada”, mas calma e bem disposta. “É impressionante que depois de toda esta travessia venham sorridentes, animados”, contava aos jornalistas.

Carmen Moreno é médica na Andaluzia - região bem mais habituada às chegadas frequentes de migrantes em embarcações frágeis. Só no último fim-de-semana, foram resgatadas mais de mil pessoas naquela zona. Veio a Valência de propósito para ajudar na receção ao Aquarius. Encontrou uma operação gigantesca, “muito bem coordenada” e com condições ideais em termos de “cuidados higiénicos e de saúde”, que não são possíveis nas situações de emergência em que costuma participar.

“Há muita diferença, porque estes são barcos grandes, levam pessoal médico lá dentro, sabemos há vários dias quando vão chegar. Na Andaluzia é diferente, porque nos avisam apenas com uma hora de antecedência”, antes de ser necessária a intervenção da Cruz Vermelha nos portos.

O Centro de Resposta a Emergências revelou ainda que, ao longo de toda a megaoperação, recebeu 3.888 chamadas e e-mails de cidadãos anónimos com ofertas de ajuda. “A maioria oferecia acolhimento para crianças e mulheres e serviços de tradução entre os migrantes e o operativo de assistência”, pode ler-se no comunicado.

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  • Anónimo
    18 jun, 2018 19:15
    Estes migrantes têm muito mais civismo que qualquer um daqueles seres que destila xenofobia nas redes sociais. Aceitemos os imigrantes e os refugiados de braços abertos (como fizemos em 1975 com os retornados) e deportemos a escumalha xenófoba.
  • Fernando Machado
    18 jun, 2018 Porto 18:15
    Antes de nos armar em bons, averiguemos o que motivou e motiva este vergonhoso êxodo de pessoas (homens, mulheres e crianças), corridos dos seus países. Como diz o chinês, uma imagem vale por mil palavras e, na realidade, esconde-se um vergonhoso negócio de trafico de carne humana. Pelo o que se pode ver, todos têm um aspecto cuidado e bem nutrido. Não temos puto que fazer e, vai daí, cada refugiado é assistido por quatro pessoas.