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Eutanásia. Bispo do Porto elogia “forte coragem” de Cavaco

26 mai, 2018 - 23:44

D. Manuel Linda alertou para o perigo de se colocar a ciência ao serviço da morte.

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O bispo do Porto elogia a “forte coragem” de Cavaco Silva ao quebrar o silêncio e assumir -se contra a eutanásia. D. Manuel Linda lembra que as soluções técnicas nem sempre são resposta aos problemas do Homem.

É com o coração e não com a técnica que se resolvem os problemas da Humanidade, diz o bispo do Porto que alertou para o perigo de se colocar a ciência ao serviço da morte.

“Temos muitos acidentes na estrada e para resolvê-los não é reforçando os para-choques, é com ações de civismo. Valha-nos esta comparação para dizermos que as grandes problemáticas humanas não se resolvem com soluções meramente técnicas, resolvem-se com o coração humano. Quem não quer ver não está a ver a realidade da vida como ela é. Aqueles que imaginam que legalizando e comprometendo a técnica ao serviço da morte não esta a ver de facto que isto reside no coração humano ou, então, abandalhamo-nos. Ficamos animais”, refere.

O apelo à humanidade na defesa da vida deixado por D. Manuel Linda que aplaudiu a “coragem” de Cavaco Silva ao assumir, em declarações à Renascença, a sua posição contra a eutanásia.

“Há certos momentos em que é muito mais confortável o silêncio, particularmente, para alguém como ele que saiu recentemente da Presidência da República. Mas o facto de conseguir dar a cara por uma causa que acha particularmente grave, e que o é, revela uma coragem muito forte. Tem todo o meu aplauso”, referiu.

D. Manuel Linda falou à margem da procissão da Luz na Cidade da Virgem onde o bispo escolheu falar de “ternura” sublinhando a importância de “caminharmos juntos, enquanto sociedade, no mesmo sentido”.

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  • João Lopes
    27 mai, 2018 Viseu 11:05
    O Parlamento não é soberano nesta matéria vital, porque não foi apresentada aos eleitores aquando das eleições. A eutanásia e o suicídio assistido continua a ser homicídio mesmo que a vítima o peça, tal como a escravatura é sempre um crime, mesmo que uma pessoa quisesse ser escrava! Com a legalização da eutanásia e do suicídio assistido, o Estado declararia que a vida de pessoas doentes e em sofrimento não lhe interessa, e não as protege. A eutanásia e o suicídio assistido são diferen-tes formas de matar. O parlamento, os tribunais, os hospitais, os médicos e enfermeiros, existem para defender a vida humana e não para matar nem serem cúmplices do crime de outros.