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Rangel. “Pedido da morte é uma coisa que me choca"

27 mai, 2018 - 00:15

Eurodeputado social-democrata é contra a eutanásia.

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O eurodeputado do PSD Paulo Rangel é contra a legalização da eutanásia.

Em declarações à Renascença, Rangel diz ter “uma convicção muito negativa sobre a legalização da eutanásia. O político dá duas razões:

“Em primeiro lugar, a ideia da dignidade da morte. Acho que uma pessoa estar doente, ser incapaz, ter uma deficiência em nada retira a sua dignidade. Por outro lado, a própria ideia de direito à morte. Penso que isso não existe, não é aceite nem pela ordem moral nem pela ordem jurídica. O pedido da morte é uma coisa que me choca muito e representa uma alteração civilizacional muito negativa”, refere.

Paulo Rangel não critica a liberdade de voto dada pelo partido na votação sobre a eutanásia, mas critica o facto de a direção não exigir mais debate público sobre o tema.

“O PSD sempre teve a tradição de dar liberdade de voto. Sou a favor que haja liberdade de voto. Outra coisa diferente é perguntar se em Portugal houve debate suficiente para estarmos já a votar estas propostas. Isso acho que não houve”, acrescenta.

A três dias da votação dos quatro projetos no Parlamento, Pedro Passos Coelho também disse que está contra a legalização da eutanásia. Já Cavaco Silva tinha feito uma declaração à Renascença no mesmo sentido. Também Ramalho Eanes é contra, enquando Jorge Sampaio é a favor.

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  • fanã
    28 mai, 2018 aveiro 17:40
    Sinceramente , ainda não conseguiram outra foto para ilustrar os artigos relativos a esta criatura ??????................é assustador !!!!
  • Anónimo
    27 mai, 2018 14:06
    Alguém avise o comentador João Lopes que a austeridade não foi apresentada aos eleitores aquando das eleições. Ou será que ele tinha e tem os bolsos cheios?
  • João Lopes
    27 mai, 2018 Viseu 11:04
    O Parlamento não é soberano nesta matéria vital, porque não foi apresentada aos eleitores aquando das eleições. A eutanásia e o suicídio assistido continua a ser homicídio mesmo que a vítima o peça, tal como a escravatura é sempre um crime, mesmo que uma pessoa quisesse ser escrava! Com a legalização da eutanásia e do suicídio assistido, o Estado declararia que a vida de pessoas doentes e em sofrimento não lhe interessa, e não as protege. A eutanásia e o suicídio assistido são diferen-tes formas de matar. O parlamento, os tribunais, os hospitais, os médicos e enfermeiros, existem para defender a vida humana e não para matar nem serem cúmplices do crime de outros.
  • Anónimo
    27 mai, 2018 03:34
    A mim choca-me que haja gente a votar no PSD.