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Bruxelas avisa que novos apoios à banca podem prejudicar contas dos próximos anos

23 mai, 2018 - 14:10

Comissão Europeia diz que medidas apresentadas pelo governo para suportar as metas orçamentais até 2022 não estão devidamente especificadas.

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A Comissão Europeia deixou um aviso ao Governo português para o facto de não estar a considerar novos apoios à banca que possam aumentar o défice nos próximos anos e de as medidas que suportam as metas orçamentais até 2022 não estarem devidamente especificadas.

Nas recomendações específicas dirigidas a Portugal, divulgadas esta quarta-feira, a Comissão Europeia recorda que no Programa de Estabilidade 2018-2022 está previsto uma redução do défice para 0,7% este ano e para 0,2% em 2019 (último ano da legislatura) e um excedente orçamental que subirá até aos 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2021.

"Esses planos não incluem o potencial efeito de aumento do défice de medidas de apoio à banca a partir de 2019", avisa a Comissão Europeia, sendo que, para este ano, o Governo já contabilizou, como medida extraordinária, o empréstimo de 792 milhões de euros ao Fundo de Resolução (que correspondem a cerca de 0,4% do PIB), para recapitalização do Novo Banco.

O Programa de Estabilidade prevê ainda que o Objetivo de Médio Prazo (OMP), um excedente estrutural (que exclui medidas extraordinárias e o impacto do ciclo económico nas contas públicas) de 0,25% do PIB, seja alcançado em 2020.

"O cenário macroeconómico subjacente a essas projeções orçamentais é plausível para 2018, mas otimista para os anos seguintes. Ao mesmo tempo, as medidas necessárias para apoiar as metas orçamentais planeadas a partir de 2018 não foram especificadas suficientemente", afirma a Comissão Europeia.

Sobre os incêndios de 2017, a Comissão Europeia admite que as despesas de resposta, apoio e prevenção aos fogos - e que representam 0,07% do PIB - a ser tomadas este ano podem ser consideradas como medidas extraordinárias, mas que uma decisão final, incluindo quais os valores considerados nesse entendimento, será tomada na primavera do próximo ano, "com base nos dados observados ao longo de 2018".

Comentários
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  • Vasco
    24 mai, 2018 Santarém 21:35
    Não dá de facto para entender como os Bancos pagando juros irrisórios, aplicando taxas sobre tudo e fazendo-se pagar bem pelo dinheiro emprestado e depois de tantas asneiras feitas continuam ainda a sacar dinheiro do contribuinte, não entendo também para que serve o BP, a lição pelos vistos não está aprendida e alguma coisa tem que ir mal na gestão dessas empresas!.
  • Vasco
    24 mai, 2018 Viseu 12:00
    Há uns anos atrás os Bancos pagavam pelos depósitos efectuados pelos clientes juros que chegavam a atingir mais de 20% ao ano, abriam novas agências, pagavam bem aos seus funcionários, estes eram aliás os trabalhadores por conta de outrem mais bem pagos do mercado, eram empresas a quem os clientes podiam confiar as suas economias, etc.etc. Enfim tinham tudo que era bom! Hoje bem pelo contrário as pessoas depositam lá algum dinheirito e volvido que seja algum tempo se por acaso lhe tiverem pago quaisquer juros, este não passam de uma ninharia, estão constantemente a encerrar balcões, consequentemente estão sempre a despedir funcionários, os depositantes estão sujeitos, como aliás já aconteceu, a perder as economias de uma vida, enfim uma verdadeira desgraça, e parece que ninguém é responsável ou responsabilizado por tal situação . Mas como tudo isto ainda não chega estão permanentemente a ser apoiados com injeções de capital, capital esse que deia lá as voltas que der, há - de sair sempre dos bolsos dos Contribuintes, isto é dos nossos bolsos. Enfim, pobre dos pobres.