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Tráfico humano "não representa ameaça terrorista" em Portugal

27 abr, 2018 - 17:54 • Celso Paiva Sol

Diretor da Unidade de Combate ao Terrorismo da Polícia Judiciária garante que "tudo será feito" para impedir "qualquer laivo de radicalismo" contra quem vem para Portugal, quer sejam vítimas de tráfico ou não.

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A Polícia Judiciária (PJ) diz que não tem quaisquer indícios de que o tráfico de seres humanos represente uma ameaça terrorista em Portugal.

Questionado sobre as notícias que dão conta da falta de meios para controlar a verdadeira dimensão do tráfico de pessoas no país, o diretor da Unidade de Combate ao Terrorismo da Judiciária relativiza os riscos e sublinha que, a par de prevenir sinais de atividades terroristas, também é importante impedir que os imigrantes sejam vítimas deste tipo de desconfiança.

"Não há qualquer indício nesse sentido. É evidente que esse é um trabaho diário que é feito por todas as forças de serviço de segurança, de antecipação, e que tem de ser feito quotidianamente e com toda a regularidade", declarou Luís Neves aos jornalistas no final de uma conferência sobre tráfico de seres humanos, organizada pelo sindicato dos inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), que decorreu esta sexta-feira em Lisboa.

Para o responsável, "o que importa referir da parte das autoridades, neste caso da Polícia Judiciária, é que tudo faremos para que não seja permitido qualquer laivo de radicalismo relativamente a estas pessoas que vêm à procura de melhores condições de vida. São pessoas de que Portugal precisa por todas as razões, por crescimento económico e por questões de natalidade", sublinha Luís Neves. E acrescenta: "Naturalmente temos de ter um prisma humanista, grande e aberto, na perspetiva de os integrarmos em território nacional."

O responsável pelo combate ao terrorismo considera que a grande prioridade deve ser a prevenção, algo que, refere, começa com esta boa integração dos imigrantes que escolhem Portugal como seu destino final, independentemente de terem ou não sido traficados.

"Qualquer ser humano que seja estigmatizado e que não seja aceite naturalmente pode, de facto, ter problemas de integração. São esses problemas de integração que podem depois podem levar a outro tipo de atitudes em qualquer território e é isso que temos de antecipar."

Este trabalho de "aceitação e integração" de imigrantes, acrescenta Luís Neves, deve acontecer "no mais curto espaço de tempo possível", para que estas pessoas "possam de facto ter uma vida legal em qualquer um dos territórios".

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