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Proteção Civil sela instalações onde helicópteros estavam a ser reparados

28 mar, 2018 - 19:38

Três helicópteros Kamov estavam a ser intervencionados.

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A empresa Everjets anunciou que a Proteção Civil "selou as instalações" e expulsou as equipas que procediam à manutenção de três helicópteros Kamov, no Aeródromo de Ponte de Sor, Portalegre, avisando que prontidão destas aeronaves fica "seriamente comprometida".

"A Autoridade Nacional de Proteção Civil [ANPC] encerrou e selou as instalações [na terça-feira] onde estão guardados os helicópteros Kamov, expulsando dos hangares as equipas russas que procediam à manutenção das aeronaves. Os helicópteros Kamov estavam a ser reparados para operarem no início da campanha de combate aos fogos, a partir de 15 de maio", refere a empresa, em comunicado enviado à agência Lusa.

A ANPC invoca como motivo para esta decisão, segundo a Everjets, "que a empresa de manutenção russa Heliavionics da Kamov estava a movimentar equipamento/peças sem autorização prévia, situação esta que no decorrer dos anos sempre foi normal".

"A Everjets, a empresa que opera os Kamov em Portugal por força do contrato celebrado com o Estado, e que pretendia cumprir o planeamento de manutenção, vê-se assim impossibilitada de cumprir os objetivos e garantir a prontidão das aeronaves, que fica seriamente comprometida", alerta a empresa.

A Lusa questionou a ANPC, aguardando ainda por uma resposta.

A 13 de fevereiro, em resposta enviada à Lusa, o Ministério da Administração Interna (MAI) disse esperar que os três helicópteros Kamov estejam operacionais para integrar o dispositivo de combate a incêndios florestais deste ano.

Dos seus helicópteros pesados do Estado, um está acidentado desde 2012, outros dois estão para reparação desde 2015 e os restantes três Kamov que têm estado aptos para voar têm estado também parados: dois para manutenção e um por "ausência de certificação".

Quando a ANPC procedeu ao fecho das instalações, em Ponte de Sor, um dos helicópteros Kamov estava em reparação, outro estava a dar entrada para reparação, enquanto o terceiro estava a sair da manutenção, encontrando-se já operacional e pronto para entrega, explicou fonte da empresa.

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  • Filipe
    28 mar, 2018 évora 21:30
    Os incêndios são ateados propositadamente por esses senhores e agora até criam confusão ainda não sei se para caírem as aeronaves ou para evitar que combatam os fogos e deixar arder . Por Decreto - Lei o Estado no ano 2017 criou o maior negócio da patifaria por conta da desgraça alheia com fim a fomentar euros nos bolsos de gente que caso não fosse trem cursos Falsos atestados com Falsidade , seriam mais uns quantos Sem Abrigo a pedir junto do Colombo ou numa qualquer sala de Metadona a alimentar a dependência . Só já em Marte não sabem de tamanho negócio em Portugal !